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Sessão de 7 e 8 de Julho de 1925

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da crítica dos outros que me julgam por eles.

' Parece que eu poderia ter qualquer interesse em ser Presidente do Ministério, nesta hora em que a ninguém convém sê-lo.

Daí não tiro vantagens nenhumas; pelo contrário, só tenho inconvenientes. ;

Mas tudo se discute, até o facto de eu ter convidado um ilustre general para Ministro da Guerra, e ele não ter aceitado. É preciso não conhecer o Sr. general Bernardo de Faria, para j ulgar que, através da sua recusa, ha qualquer cousa de delicado.

Esse homem, que tem tanto do notável como profissional, como pelo tacto e pêlo saber de cousas técnicas, é de uma grande modéstia.

Não houve maneira de o convencer de que aquilo que ele chamava o quid de estadista, de político, não é mais do que ser um bom administrador, e o homem que vai para a pasta da Guerra não tem obrigação de ser conhecedor de todos os assuntos técnicos em pormenor, porque isso pertence aos vários técnicos.

Tenho defendido até a doutrina de que. não são precisas muitas estrelas para esse lugar, porcjue a função é inteiramente politicaj.no sentido de administração visto que . p exército é uma instituição càracterizadaníento política — não te-' nho que me referir ao significado pejo-, rativo do termo— uma das mais nobres o elevadas instituições políticas.

Para ele vão por vezes reparos que deveriam não poder sofrer duas interpretações numa sociedade tam susceptível como é a nossa;

O exército, onuitas vezes em precárias condições e òm circustâncias muito aflitivas, tem sabido sempre honrar-se e dignificar o País; ele merece bcm o respeito de todos. '

Não deve intervir na política da Nação. Se, por'acaso, alguém tem a manifestar o seu desgosto, deve fazê-lo colaborando na marcha administrativa do País. Do restp, as duas casas do Parlamento têm uma representação militar condigna. Devem esses Parlamentares estudar conjuntamente as questões que lhes forem submetidas, sem preocupações partidárias, porque em assuntos militares não pode haver partidarismos, contribuindo

assim para levantar ainda mais a honra do exército.

Imp"õe-se-me ainda dizer que, só assumi a responsabilidade da pasta da Guerra, o fiz em face das grandes facilidades que me foram dadas.

Agradeço as palavra? cativantes e gentis que me dirigiu o ilustre Senador e militar Sr. Mendes dos Reis.

G-uardo as no coração e tenho a certeza de que S. Ex.a me há-de facilitar a resolução dos problemas que só me apresentarem.

Vem agora a pêlo responder a dois Srs. Senadores, os Srs. Augusto de Vasconcelos e Roberto Baptista, a propósito do 18 de- Abril.' .

Vou ser franco e leal, e pouco mo importa o que digam da minha franqueza e da minha lealdade.

O general Sr. Sinel de Cordes levou a questão, e muito bem, para o lugar próprio. •

Reclamou para o Supremo Tribunal de Justiça sobre a inconstitucionalidade da aplicação de determinado decreto, relativamente à sua pessoa, e no seu r;queri-mento refere-sé à não inclusão no decreto n.° 10:173 do n.°-3.° do artigo 21.° da Constituição, que diz: Leu.

Conclui por dizer que foi ilegitimamente separado do exérciio, que se cometeu uma violência, .e reclama, perante o tribunal próprio, desse acto do Poder Executivo que considera violento e desnecessário.

Não há reparos a fazer a esse requerimento, visto que qualquer cidadão civil ou militar tem o direito de pedir o respeito pelas leis e a mais elementar obediência à Constituição.