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Sessão de 14 de Julho de 1925

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O Sr. Augusto de Vasconcelos (interrompendo)-.— <íV. p='p' me='me' licença='licença' ex.a='ex.a' dá='dá'>

EQ não posso referir-me a esse caso.

Não fazia parte do Parlamento nessa ocasião, não me lecordo das razões que. apresentaram os meus colegas deste lado da Câmara, para discutirem como discutiram esse projecto. Certamente V. Ex.a apresentou razões convincentes, -e ó possível que nessa ocasião eu mesmo estivesse ao lado desses meus colegas.

Não me parece que seja uma questão de partidos.

O Orador: — Sr. Presidente: Q Sr. Augusto de Vasconcelos acaba ou de fazer deste assunto, uma questão aberta para o seu partido, ou então S. Ex.a fala como seu leader.

O Sr. Augusto de Vasconcelos: —

Não senhor.

O Orador: — O que é certo, Sr. Presidente, é que continuo a constatar este facto político: ó que efectivamente da fusão dos partidos não resulta apenas uma mistura de políticos, mas resulta um novo agrupamento com novas características.

Num assunto desta ordem, os partidos devem pronunciar-se exactamente sobre estas cousas, e não sobre casos de pequena monta.

E isto, Sr. Presidente, não é uma peT quena cousa, só bem que, como tal fosse tratada na outra Câmara.

Pode ser que muitas pessoas o considerem como tal.

Eu não considero este assunto duma importância magna. O Sr. Afonso de Lemos, ao discutir se a alínea h do pró-, jecto de 1939, alínea que se destinava a beneficiar esta mesma companhia com um presente de 3.000 contos, destinados a elevar a via férrea entre Alcântara e Cais do Sodré, combateu o projecto com o mesmo ou mais calor ainda do que o Sr. Augusto de Vasconcelos acaba de empregar para este projecto.

^E de que se trata, apenas, Sr. Presidente ?

Trata-se de beneficiar a mesma Companhia, em 1919, com uma dádiva de 3:000 contos, em 1920 algumas centenas deles,

visto que não estou habilitado a dizer a V. Ex.a e à Câmara quanto a Companhia deixa de pagar.

Diz o Sr. Dr. Augusto de Vasconcelos que em Portugal muito temos á lucrar com estas concessões.

Eu vou dizer a V. Ex.a e à Câmara o motivo por que divirjo de S. Ex.a o do meu querido colega e amigo Sr. Ernesto Navarro, sobre o turismo em Portugal.

<íHá p='p' portugal='portugal' _.viável='_.viável' em='em' turismo='turismo'>

Há.

Há. ...

Agora se me perguntarem, Sr. Presidente, se é do Estoril qne há-de vir o proveito do turismo para Portugal, eu responderei, que não.

O Sr. Augusto de Vasconcelos :— E eu digo que sim.

O Orador: — V. Ex.a bem vê que eu estou falando com a mesma firmeza que V. Ex.a

Se S. Ex.a dissesse que eram necessários hotéis em Lisboa, eu diria que S. Ex.a tinha razão.

Mas também o Sr. Augusto de Vasconcelos havia de concordar imediatamente comigo em que eram necessários pavimentos novos, canalizações, novas, água em abundância e nada disso nos vem dar a Companhia do Estoril.

Precisávamos além disso, para que Portugal tivesse uma capital bem civilizada, acabar com essa miséria com que nós presenteamos a vista dos turistas que se aproximam de nós.

Eu, Sr. Presidente, vivo junto de S. Vicente, perto do Panteão, uma das belezas do ,país .a que se obriga os visitantes.

São romarias contínuas do automóveis para S. Vicente para ver os túmulos dos nossos reis, túmulos que .segundo me dizem, porque nunca lá fui, são qualquer cousa de nauseabundo.

Pois é essa uma das cousas que as guias de turismo aconselham àqueles que visitam Lisboa.

E verdade também que num livro mais moderno de turismo, publicado em Lisboa, se destinam dois dias para se visitar a capital.