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Sessão de 14 de Julho de W2ô

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sar em princípios e preferem dizer que •consideram medidas de fomento aquelas que têm por fim fortalecer a nossa raça, fornecer todos o's meios para o desenvolvimento dos caracteres onde eles estão,' e não onde está o dinheiro, fazendo com que todos aqueles que têm dinheiro paguem, e se isso não for possível pela distribuição que- hoje têm as fòVçàs políticas, ao menos não vamos aliviar os ricos dos pagamentos a que são obrigados por"

lei. ',.•''.

Parece que não tem a República força l para fazer pagar quem deve. Ao menos •consolidemos as forças que dominamos e "não aliviemos os que não precisam, principalmente quando o Estado, sempre poore de espírito, não lhe pede nada em troca.

Isto não se faz em país nenhum' hoje, quando o Estado dá uma concessão a um particular ele tem que lhe dar uma compensação. '.

Esta ó que é a doutrina moderna e a daqueles a que chamam para aí Acanho-tos». .,_.. , :

O Sr. Ribeiro, de Melo: — Mas V. Ex.a não é «canhoto». Risos. .

O Orador:—É que efectivamente, Sr. Presidente, duas pplíticas -estão em face uma .da outra. • •..=,.

A velha política liberal que aos nossos .avós mereceu todo o respeito e que ainda ã nós, na nossa mocidade-mereceu respeito, mas que a guerra com todas as 'suas consequências veio destruir, pelo menos para aqueles que aspiram à'felicidade humana.

Eu sou, digo-o com toda a coragem, daqueles que seguem ainda hoje as velhas doutrinas liberais; e aqueles q.ue como^eu se consideram' humildes apóstolos dessas doutrinas ;põem acima de tudo os interesses da colectividade.

E não' me parece que a colectividade tenha a beneficiar com benesses de que só • aproveitam os que têm dinheiro a perder, que vivem luxuosamente em casas magníficas,-'com dinheiro honradamente ganho, umas - vezes, outras vexes não, porque não compreendo que se façam iortunas formidáveis em meia dúzia de meses.

Entre o benefício $»ra a electrificação da linha de Cascais é os humilde'ó, eu não hesito. • :

Apesar disso prefiro ficar ha bancada dos que pensam que. entre ricos e pobres, se devem preferir os pobres.

O orador não reviu:'

E lido um oficio-da'Câmara dos Deputado* acerca da convocação do Cônyresso em reunião conjuntcf. '••

O Sr. Afonso de Lemos; — O Sr. Ga-Ihárdb acaba de referir-se a uma discussão que houve aqui referente <à que='que' hoje.='hoje.' de='de' ouvir-='ouvir-' uma='uma' cascais='cascais' mim='mim' diferença='diferença' houve='houve' por='por' meu='meu' partido='partido' entre='entre' certa='certa' a='a' e='e' entãotomada='entãotomada' pareceu-me='pareceu-me' linha='linha' _-lhe='_-lhe' p='p' dizer='dizer' ò='ò' atitude='atitude' electrificação='electrificação' da='da'>

Eu sou sempre á'mesrna cousa. •Nesse tempo o caso era muito diverso. A Companhia do Estoril tinha tomado à C. P. a linha de Cfis.càis com o compromisso de fazer a sua electrificação.

Veio o projecto, que não tenho comple-tamente bem presente, aqui ao "Senado, sendo Ministro das Finanças, o Sr. Rego Chaves. . . ' .

Por esse projecto era o Estado que fazia a electrificação da linha da Companhia do. Estoril, que, no contrato que tinha feito com a Companhia Portuguesa, se obrigava a fazer essa despesa ; eu opus-me, e comigo o Senado, que me deu o sen apoio.'

Isso representaria para o Estado o -pagar 3:000.000$,' quando a Companhia

Ora isso não me parece qae tenha nada que ver com o projecto actual, que pretende que durante 5 anos seja isento de direitos o material eléctrico que possa servir para diversas empresas.

São cousas absolutamente diferentes, portanto não há antagonismo.

Ali era uma companhia quê tinha o compromisso' de fazer umas obras e queria que o Estado as fizesse.

Agora ó um projecto que permite a todas as companhias que queiram desenvolver a indústria ^eléctrica a entrada de material sem o pagamento, de direi-to,s. , '