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l DE OUTUBRO DE 1964 641

tira, prevendo-se para o futuro ritmos de crescimento vai laveis consoante a expansão que for possível imprimir ao conjunto do sistema económico nacional
Quanto ao emprego, prevê-se que os transportes e comunicações absorvam número significativo de activos, a um ritmo da ordem de 1,5 por cento ao ano no período de 1965-1967, ritmo este que se estima dever aumentar no futuro
Quanto á formação bruta de capital fixo, é de admitir um ritmo de acréscimo anual da ordem dos 5,7 por cento nos anos de 1965 a 1967, o qual deverá subir nos anos seguintes, em função da expansão geral da economia.
Para esta evolução que acaba de se esboçar contribuirá um adequado desenvolvimento dos diversos ramos de actividade englobados no sector dos transportes e comunicações Esse desenvolvimento resultará de uma modernização e uma expansão do sistema, aliadas a uma melhor coordenação e racionalização dos diferentes meios que o servem.
Dada a evolução recente na tecnologia e organização experimentada no sector dos transportes e comunicações, confrontada quer com as perspectivas de desenvolvimento da economia em geral, quer com as dos sectores industrial e t místico e de algumas regiões e ramos de actividade agrícola em particular, consideram-se neste capítulo do Plano apenas as modalidades de transporte e comunicações que se reputam prioritários dado o seu maior significado para o alcance dos objectivos gerais visados.
A análise da evolução no período de 1953-1962 dessas actividades, realizada no âmbito dos trabalhos preparatórios do Plano, levou à formulação de objectivos particulares, à selecção de diversos projectos de investimento e & indicação de certas medidas de política a adoptar em relação a algumas delas Mas a melhor estruturação e funcionamento harmonioso do conjunto dos transportes e comunicações, e dentro destes dos transportes terrestres, não dispensarão o prosseguimento dos estudos visando a definição, para oportuna adopção e execução, de uma política de coordenação geral no sector.

2) Transportes terrestres

a) Volumes de transportes

1. Mercadoria!

4. O volume global de transporte de mercadorias cresceu de forma apreciável na última década e em apertada correlação linear com o produto nacional bruto
A existência desta correlação permitiu já elaborar as primeiras previsões quanto ao volume de transportes num futuro próximo

[ver tabela na imagem]

No momento actual a prestação de serviços pelo sistema interno de transportes deve aproximar-se dos 4500 milhões de toneladas quilómetro por ano, valor este que é manifestamente baixo em relação e população servida e à extensão do território, embora o mesmo não aconteça em relação ao produto nacional bruto, pois o índice respectivo é muito semelhante ao que se verifica em grande número de países da Europa, dos quais se excluem apenas os casos extremos da Inglaterra e Holanda, em que tal índice apresenta divergências sensíveis, dadas as condições muito especiais prevalecentes nestes dois países.
No entanto, o significado desta correspondência de índices, nacionais e estrangeiros, não tem grande valor, em virtude da ordem de grandeza dos números portugueses.
O pequeno valor do volume de transportes, em relação a população e extensão do território, impõe-se influenciado pelos seguintes factores

a) Ausência prática de tráfego de trânsito,
b) Concentração populacional e de meios de produção nas grandes cidades, que são ao mesmo tempo os principais produtos de mar utilizados na permuta de mercadorias com o exterior.
O primeiro destes factores não devei á sofrer qualquer alteração por longo período, mas o segundo deve atenuar-se logo que se façam sentir os efeitos de uma política de desenvolvimento regional e desconcentração urbana Nessa altura, poderá o volume de transportes aumentai mais rapidamente do que o produto nacional bruto, perdendo-se n correlação agora existente, em consequência, tenderá a aumentar o ritmo de investimentos e a sua diversificação
O actual volume de transporte de mercadorias (em toneladas/quilómetro) distribui-se da seguinte forma

[ver tabela na imagem]

Não se considerou nesta distribuição o transporte fluvial, dada a sua pequena importância Por outro lado, os valores de toneladas/quilómetro que se referem ao transporte rodoviário merecem bastantes reservas, por deficiência de estatísticas, situação que, aliás, é idêntica à da maioria dos países europeus
Desta distribuição, verifica-se a grande importância do transporte rodoviário À sua posição relativa manteve-se durante a última década AO contrário, a percentagem correspondente a ferrovia acusa nos últimos anos tendência para baixar, registando-se quebra de tráfego mesmo em valor absoluto, pelo menos nos últimos seis anos Ao contrário, a posição da cabotagem melhora um pouco durante o mesmo período.
A situação do transporte ferroviário parece, assim, susceptível de causar sérias apreensões, pois que, a manter-se o seu valor absoluto, verificar-se-á um desvio para a rodovia do aumento futuro da prestação global de transportes, o que provocará maiores e muito mais pulverizados investimentos, com custos de exploração mais elevados e menos flexíveis.

2. Passageiros

5. A análise do tráfego de passageiros em transportes colectivos no período de oito anos de 1955-1962 mostra que nos transportes urbanos se verifica um aumento moderado no número de passageiros transportados (13 por cento) e no de passageiros/quilómetro (19 por cento)
Estes aumentos são devidos quase exclusivamente a expansão do transporte em autocarros em Lisboa e Porto, visto que nos meios de transporte de tracção eléctrica se verifica ligeira diminuição do número de passageiros e estabilização no de passageiros/quilómetro.
O mesmo não acontece nos transportes rodoviários interurbanos e ferroviários Em ambos há incrementos de vulto no número de passageiros (72 e 55 por cento, respectivamente), acompanhados de muito menores aumentos de passageiros/quilómetro (34 e 46 por cento).