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1120 I SÉRIE-NÚMERO 33

curso das Regiões Sul e Centro, as quais manteriam o actual itinerário;
As carreiras fluviais Cacilhas-Lisboa deveriam passar a ter como terminal na margem norte o Cais do Sodré (percurso menor e ligação directa a várias linhas de rede pesada de transportes), excepto as que servem os locais de trabalho na vizinhança do Terreiro do Paço, que manteriam o mesmo trajecto;
As carreiras fluviais do Seixal e do Montijo deveriam igualmente passar a ter como terminal na margem norte o Cais do Sodré
A nível de outros modos de transporte. - Entre outros preconizam-se as seguintes medidas complementares:
Melhor o serviço de carros eléctricos da rede de colinas e das linhas da Baixa, da cintura e da marginal oeste, com renovação da rede e aquisição de material circulante de tecnologia mais moderna;
Reestruturar a rede de transportes rodoviários urbanos concebendo-a em complementaridade aos outros modos de transporte, na sua função distribuidora e de serventia local, e considerando simultaneamente medidas de gestão da via que garantam prioridade do transporte público;
Constituir cinco operadores de transportes rodoviários suburbanos que, embora integrados na RN, gozariam de certa autonomia de gestão para conferir eficácia ao serviço prestado;
Três destes operadores actuariam na área norte da Região de Lisboa e as suas fronteiras seriam definidas pela estrada nacional n.º 8 e pela Auto-Estrada do Norte;
Dois outros operadores actuariam nas áreas ocidental e oriental da península de Setúbal.
Esta solução, nos seus contornos gerais, já em 1975 foi proposta ao Governo pelos próprios empresários privados, que, então, operavam na Região de Lisboa.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: A eficiência dos transportes públicos é um factor essencial à nossa economia e à qualidade de vida dos Portugueses.
Mas como é possível melhorar o bem-estar das populações se estas continuarem a despender longas e desgastantes horas nas suas deslocações para os locais de trabalho, consumindo os seus tempos livres?

O Sr. Teodoro da Silva (PSD): - Muito bem!

O Orador: - Mas como se consegue aumentar a produtividade quando os trabalhadores chegam aos seus empregos exaustos e desesperados com lentos e desarticulados meios de transporte que os trouxeram de casa?
Mas como assegurar a poupança da energia e melhorar o aproveitamento dos recursos nacionais enquanto não forem criadas sérias motivações para a preferência pelo transporte público pesado?
O Governo não deixará de, com empenho e celeridade, enfrentar e resolver os instantes problemas dos transportes públicos da Região de Lisboa. Aqui lhe deixo a sugestão de algumas medidas.
Os volumosos investimentos que implicam tem pena justificação e não faltará certamente o crédito para tão importantes empreendimentos
A mão-de-obra exigida ajudaria a absorver parte do desemprego enquanto o País não adquirisse o nível de crescimento económico normal.
É imperioso aprovar e pôr em execução a ritmo adequado um plano director de transportes da área metropolitana de Lisboa.
Enquanto na cidade do México a rede de metro está a crescer 12 km/ano a nossa rede de metro está a ser ampliada a menos de 0,5 km/ano.
Confio na capacidade e determinação do Sr. Ministro dos Transportes e Comunicações e no dinamismo realizador do Sr. Secretário de Estado dos Transportes Interiores para que a população de Lisboa seja, a curto prazo, bem servida de transportes públicos

Aplausos do PSD, do CDS e do PPM

O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Joaquim Miranda.

O Sr. Joaquim Miranda (PCP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: São evidentes e reconhecidos os desequilíbrios regionais. O distrito de Portalegre não foge à regra.
Com a mais baixa população do continente, sendo embora o sexto em termos de área; com uma população activa que em 1970 ultrapassava em pouco as 58 000 pessoas, das quais 57 % ligadas à agricultura; localizado no interior, o distrito de Portalegre é uma região extremamente carenciada e com problemas a que urge dar solução.
O peso do sector agrícola é evidente e é nele mesmo que surgem situações confrangedoras.
As zonas regadas não são devidamente aproveitadas, como acontece no período de rega do Caia, e aos projectos existentes não é dada execução. Assim acontece com a barragem de Pisão, de importância fundamental para os concelhos de Crato e Alter do Chão; com a barragem da Apertadura, em Marvão, com elevado significado para o desenvolvimento agrícola deste concelho e decisiva para o regular abastecimento de água de Portalegre, particularmente agora que se avança para a instalação de uma zona industrial, e é ainda o caso do projecto de Alqueva que, sendo embora de maior relevância para outros distritos, beneficiará também algumas zonas dos concelhos do sul do distrito.

É conhecida a importância da pecuária no sector primário. Mas o matadouro regional de Portalegre - para a instalação do qual já foram adquiridos terrenos -, vital para o desenvolvimento da pecuária, particularmente se integrado num plano mais vasto de recolha e abate de gado, não é iniciado.
Não é dado qualquer apoio à introdução de novas culturas, e as experiências positivas existentes, nomeadamente com o tabaco - introduzido pelas cooperativas da Reforma Agrária -, ou com o algodão - cujos resultados obtidos nas experiências feitas em Elvas parece terem sido animadores -, não são minimamente fomentadas.
Ao nível da florestação existem projectos, alguns ambiciosos, como o da serra de S. Mamede. Mas não se passa dos projectos. E é elucidativo, neste campo, que até há relativamente pouco tempo, e talvez hoje