O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

358 I SÉRIE- NUMERO 11

cão, não disse se aposição era boa ou má, pois até louvei a posição dos Governos AD. O que eu disse foi que o Governo PS/PSD estava agora a institucionalizar o que o Sr. Secretário de Estado da Comunicação Social Alfaia tinha deixado em meio, que era o negócio da Notícias de Portugal e o negócio da ANOP.

Risos.

Por isso mesmo não, vejo onde é que o PSD se possa sentir ofendido a não ser que o PSD entenda que a defesa da AD, agora, 6 uma ofensa para o PSD. Isso e lá com eles. - -

Risos.

Nós mantemos que a AD actuou bem. O Sr. Ministro de Estado disse que não havia nada de ilegal nesta actuação c,, por isso, não vejo lugar para protestos. Se por alguma coisa o Sr. Deputado Fernando Condesso se sentir ofendido, retiro essas ofensas, porque não tive qualquer intenção em as proferir. Pelo contrário, a minha intenção foi a de homenagear as decisões da AD, quando elas eram tomadas pelo Secretário de Estado respectivo que era da AD, independentemente do partido a que pertencia. Assim, digo que foi bom tudo quanto a AD fez em. vários domínios, como tive ocasião de demonstrar.
Quanto à Madeira, não vale a pena, efectivamente, dizer a o que o CDS da Madeira está. sujeito. Nenhum dos seus comunicados pode ser transcrito pela ANOP, mas tudo quanto o Sr. Alberto. João Jardim inaugura - e já que se falou nisto-, nem que seja todos os dias, desde as pequenas casas de banho até aos grandes hotéis, a ANOP é obrigada a telexar para o País e para todo o mundo!

Risos.

Para tudo aquilo que o CDS da Madeira faz a ANOP está sujeita à lei da rolha.

Protestos do PSD. Risos.

O seu protesto pode ficar registado, mas posso mandar-lhe, Sr. Deputado Correia de Jesus, uma resma de comunicados do CDS a protestar quase todos os dias contra a intervenção do Governo Regional na ANOP, nos outros jornais e até na RDP e RTP. Não vale a pena, pois, sujeitar-me aqui ao ónus da prova em relação a um facto notório. A Assembleia da República sabe da situação dos órgãos de comunicação social na Madeira & não vale a pena o Sr. Deputado Correia de Jesus vir aqui branquear a negra imagem que a actuação do Governo Regional tem nesta matéria.

O Sr. Presidente:- Tem a palavra o Sr. Deputado Lopes Cardoso, suponho que para um protesto.

O Sr. Lopes Cardoso (UEDS): - Sim, Sr. Presidente, terá que ser um protesto.

G Sr. Deputado Narana Coissoró disse que da minha intervenção, e agradeço-lhe entre parêntesis as referências que me fez, deduzia dado que não me referia ao CDS que este era alheio a tudo quanto se tinha passado.
Se o Sr; Deputado reler, a minha intervenção verá que me referia ao Governo, pois era o Governo que estava a ser interpelado! Se o CDS era alheio ao que se passava no Governo, talvez seja uma verdade ou inverdade que se vai descobrindo quando se zangam as comadres, como dizia o meu camarada António Vitorino. Quanto à nossa saída, quero dizer-lhe que estou convicto de que o CDS não terá que abandonar a Sala e não será obrigado a ter esse comportamento digno, penso eu, porque o CDS não encontrará da parte deste Governo o comportamento indigno que encontramos por parte do Governo AD.

Vozes do PS: -Muito bem!

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Narana Coissoró, para contraprotestar.

O Sr. Narana Coissoró (CDS):- Queria apenas fazer um ligeiro contraprotesto, r De facto, quando se zangam as comadres descobrem-se as verdades. Mas, tudo, quanto se passou no Governo AD nunca as comadres dirão - esta comadre pelos menos, não dirá.

Risos.

.. E hoje esta Câmara nada soube do que se passou no domínio do Governo, porque nós manteremos até ao fim a solidariedade que demos ao Governo da AD.

O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Carlos Brito.

Vozes do PSD: - Outra vez!

O Sr. Carlos Brito (PCP):- Sr. Presidente, Srs. Deputados: Uma intervenção curtíssima, até para ir ao encontro de certas exclamações que acabo de ouvir. Trata-se como que de uma prévia declaração de voto.
A apresentação do projecto de resolução em apreço por parte do meu Grupo Parlamentar está na linha das posições que sempre tomámos em relação à ANOP, quer na Assembleia da República, quer depois durante a campanha eleitoral - é um compromisso eleitoral do meu partido.
Tal iniciativa justifica-se na altura em que entra em funções um novo Governo, de que faz parle um partido que leve no passado, em relação a" esta matéria, posições muito próximas das nossas, condenando as soluções que governos anteriores deram à questão da ANOP.
O nosso objectivo é também claro: é repor a legalidade democrática na ANOP e assegurar a defesa dos seus trabalhadores. Estávamos convencidos de que o instrumento que encontrámos era o adequado e contávamos que ele beneficiasse, para fazer vencimento, das posições assumidas no passado em relação à ANOP pelos partidos que constituíam, então, a oposição à AD e que hoje reúnem o voto maioritário na Assembleia da República, fazendo um deles parte do Governo, como já tive ocasião de sublinhar.
Pela nossa parte, e muito embora tenhamos votado contra a confiança ao Governo, não é líquido que o Governo do PS/PSD não cumpra as recomendações que lhe foram feitas pela Assembleia da República. Tam-