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14 DE MAIO DE 1998 2323

senvolvimento nos 10 anos que lhe antecederam e que, infelizmente, não vemos ter, nos anos que lhe seguiram, igual relação.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: - Para dar explicações, se assim o entender, tem a palavra o Sr. Deputado Rodeia Machado.

O Sr. Rodeia Machado (PCP): - Sr. Presidente, Sr. Deputado Artur Torres Pereira, pensei que não tivesse ouvido a parte em que me referi ao PSD. E se o assume por inteiro, dou-lhe, como Deputado, os parabéns por isso.
No entanto, creio que há duas questões a que o Sr. Deputado se referiu quando falou do Alentejo. Julgo que não deveria ter gosto e prazer pela situação que deixou no Alentejo. O Sr. Deputado tem gosto, por exemplo, por aquilo que o PSD fez no Alentejo, onde deixou uma situação de carência, uma situação de desertificação, por falta de apoio em concreto, uma questão de desemprego estrutural, bastante elevado, de cerca de 40 mil desempregados - e este Governo segue as pisadas nesse sentido de longa duração, que não vêem saída para a sua situação!? Mas os 10 anos do PSD não foram melhores do que os do Governo PS.
O que eu disse e reafirmo, Sr. Deputado, é que o que PCP tem para o Alentejo são propostas profundas de desenvolvimento, pela melhoria da qualidade de vida daquela população. Foi isto que deixámos. É pena que, quer da parte do PSD, em orçamentos do Estado, quer da parte do PS, as propostas do PCP não tenham tido aceitação da vossa parte, porque elas são viáveis e sérias, no que diz respeito ao desenvolvimento do Alentejo.

Vozes do PCP: - Muito bem!

O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Martinho Gonçalves.

O Sr. Martinho Gonçalves (PS): - Sr. Presidente, Sr.ªs e Srs. Deputados: Na próxima quarta-feira, dia 20 de Maio, será oficialmente inaugurado e aberto ao trânsito o último troço da auto-estrada Porto/Valença. Concretiza-se, desta forma e pela primeira vez, o objectivo de o Governo estabelecer ligações directas e por auto-estrada entre Portugal e Espanha, com as evidentes vantagens de uma maior e mais rápida aproximação aos novos vizinhos espanhóis e aos nossos parceiros europeus.
Esta obra constitui igualmente um exemplo paradigmático que, por um fado, põe em evidência o facto de, não obstante a assumida e justificada atenção e prioridade que o Governo vem dando às questões sociais e à valorização dos cidadãos, o Executivo da Nova Maioria não ter descorado a construção das infra-estruturas, nomeadamente as rodoviárias, indispensáveis a uma correcta política de desenvolvimento económico, sustentado e integrado, e, por outro, é revelador da enorme capacidade de realização do Governo do Eng.º António Guterres, sobretudo, quando comparada com os executivos do Prof. Cavaco Silva.
Senão, vejamos e comparemos: a auto-estrada Porto/Valença foi lançada no início do primeiro governo do PSD. Durante os 10 longos anos do consulado cavaquista, construíram-se 43,9 Km dessa auto-estrada, onde foram gastos cerca de 30 milhões de contos. Ao invés, em apenas dois anos e meio de Governo socialista foram construídos os restantes 59,5 Km, tendo-se investido mais de 63 milhões de contos!
Perante a realidade e a frieza dos números, não restarão quaisquer dúvidas: no Governo do Eng.º Guterres e da Nova Maioria investe-se mais e melhor em muito menos tempo!
Convenhamos que não poderia haver melhor resposta a dar a todos aqueles que, desesperadamente, tentam denegrir a imagem de eficácia e capacidade de realização de obra pôr parte deste Governo.
Sr. Presidente e Srs. Deputados: A auto-estrada Braga/Valença assume-se como uma via estruturante, fundamental, na prossecução do objectivo constante de aprofundamento das relações económicas, sociais, culturais e políticas com a Galiza, absolutamente indispensável ao desenvolvimento da grande região transfronteiriça Norte de Portugal/Galiza, com as naturais e inerentes consequências positivas de vária ordem que daí advirão para toda a região minhota.
Na verdade, Norte de Portugal e a Galiza constituem um espaço geográfico de 50 mil quilómetros quadrados e com um mercado potencial de cerca de seis milhões de habitantes. A Galiza é também o melhor cliente de toda a região norte de Portugal. Daí que constitua uma opção política inteligente o incentivar dos laços históricos, culturais e económicas que nos unem e que constituem factores para promover cada vez mais a cooperação galaico-portuguesa, sendo que as relações preferenciais com a Galiza deverão ainda ser utilizadas como forma de penetração em toda a Espanha, tendo em vista um mercado ibérico, forte e competitivo.
Ora, neste contexto de aquisição de uma nova centralidade para o Minho, desempenhará papel fundamenta! uma boa rede de estradas. Daí, a enorme importância e a mais-valia que em si mesmo encerra esta nova auto-estrada Braga/Valença, cujo interesse estratégico o Governo da Nova Maioria tão bem soube perceber ao conferir prioridade absoluta à conclusão da obra em tempo record.
Num particular aspecto a conclusão deste eixo rodoviário abre novos caminhos e novas esperanças em dias melhores. Refiro-me à intensificação da actividade do sector do turismo no norte de Portugal. Com efeito, esta zona já constitui um dos destinos turísticos preferenciais dos nossos vizinhos galegos, designadamente no que ao turismo rural e de habitação diz respeito. Porém, a dificuldade decorrente de um acesso fácil e directo limitava ainda essa crescente procura.
Agora, com a entrada em funcionamento em pleno da A3 (Porto/Valença) abrem-se de par em par as portas, por onde seguramente entrarão muitos e muitos dos turistas galegos que privilegiam o norte de Portugal como local de lazer e contacto com a natureza e com a história, tantas vezes comum aos dois países.
Sr. Presidente, Srs. Deputados: Este é também um tempo de realçar a justeza da opção pelo traçado da auto-estrada através do interior dos distritos de Braga e Viana do Castelo. Esta escolha visou dar um contributo sério ao combate contra as assimetrias ainda existentes entre litoral e interior. Não restarão quaisquer dúvidas de que conseguirá esse objectivo..
A melhoria e extensão da oferta de um bem público desta natureza, contribuindo para uma maior igualdade de oportunidades das populações residentes nos vários pontos do interior, atravessados pela auto-estrada, vem ajudar a reduzir a pressão demográfica sobre o litoral, através do aumento da capacidade de atracção dos centros urbanos do interior. Este é o caminho correcto para, paulatinamen-