21 | I Série - Número: 008 | 1 de Outubro de 2010
O Sr. Paulo Portas (CDS-PP): — Sr. Presidente, nesse caso, dou 48 segundos.
Risos do CDS-PP.
O Sr. Presidente: — Não pode ser! Fica com saldo zero e por isso não tem direito a usar da palavra.
O Sr. Paulo Portas (CDS-PP): — Então, 1 minuto, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: — Tem, então, a palavra, Primeiro-Ministro.
O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Para responder!
O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr. Presidente, Sr. Deputado Paulo Portas, falar da realidade é falar dos submarinos,»
Protestos do CDS-PP, batendo com as mãos nos tampos das bancadas.
» porque, infelizmente, ç uma realidade que temos que os pagar este ano.
Aplausos do PS.
Protestos do CDS-PP.
Sim, sim! E, Sr. Deputado, é uma daquelas realidades que pesam sobre o Orçamento. A realidade é que somos nós que temos de pagar os submarinos que o Sr. Deputado comprou. Essa é que é a dura realidade! E, se quer medir a realidade, digo-lhe que são mais de 900 milhões de euros! Esta é uma das incertezas que estava lançada sobre o Orçamento para 2010.
O Sr. Deputado fala das consequências para a economia das medidas que adoptámos. O que tenho para lhe dizer é o seguinte: não adoptar estas medidas, não dar certezas e garantias aos mercados internacionais de que cumpriremos os objectivos que nos propusemos para equilibrar as contas põblicas»
O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Primeiro-Ministro.
O Sr. Primeiro-Ministro: — » isso, sim, ç que seria afectar o crescimento, seria afecta a economia, seria afectar o financiamento da nossa economia e seria pôr em causa também o financiamento das funções do Estado.
Claro que todas as medidas para consolidar as contas públicas são medidas que têm um efeito recessivo na economia. Certamente! Mas, ao longo deste ano, Portugal está a crescer, e está a crescer mais, aliás, do que a média europeia.
O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Primeiro-Ministro.
O Sr. Primeiro-Ministro: — Estamos, portanto, agora, em condições de atribuir uma maior prioridade à consolidação das contas públicas, porque, como o Sr. Deputado sabe, foram a turbulência e a crise da dívida soberana que obrigaram não apenas Portugal mas todos os países europeus a concentrarem-se mais na consolidação das contas públicas.
É por isso, Sr. Deputado, que lhe digo em consciência: as medidas que tomámos são aquelas que melhor defendem o crescimento, o financiamento da nossa economia e que melhor protegem os serviços públicos e o Estado.
Aplausos do PS.