9 DE JULHO DE 2014
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Aplausos do PSD.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado Jorge
Machado.
O Sr. Jorge Machado (PCP): — Sr. Presidente, o Sr. Secretário de Estado entrou numa contradição: o Sr.
Secretário de Estado disse que a temática não está terminada com o fim do chamado Programa de
Assistência Económica e Financeira, depois, falou dos compromissos europeus para justificar os cortes nos
salários e, ao mesmo tempo, numa parte final, fala em evoluções.
Sr. Secretário de Estado, fica aqui comprovado que querem transformar os cortes, que eram provisórios,
em definitivos e importa aqui dizer o seguinte: no mês em que os trabalhadores receberam por inteiro o seu
salário, fruto da decisão do Tribunal Constitucional, mês seguinte àquele em que o Governo anunciou o fim da
troica, é o mesmo mês em que o Governo quer impor um novo corte nos salários, ainda por cima embrulhado
nesta mentira das ditas devoluções.
Sr. Secretário de Estado, não tem que devolver nada em 2015, já foi tudo devolvido com a declaração de
inconstitucionalidade.
Vozes do PCP: — Muito bem!
O Sr. Jorge Machado (PCP): — O que estão a fazer é um novo e inaceitável saque aos salários dos
trabalhadores da Administração Pública…
O Sr. David Costa (PCP): — Exatamente!
O Sr. Jorge Machado (PCP): — … e isso, para o PCP, é verdadeiramente inaceitável.
Aplausos do PCP.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra a Sr.ª Deputada Catarina
Marcelino.
A Sr.ª Catarina Marcelino (PS): — Sr. Presidente, Sr. Secretário de Estado, antes de lhe formular o meu
pedido de esclarecimentos, permita-me dizer-lhe que hoje assistimos aqui à apresentação de um relatório
técnico, que mais parecia uma circular informativa.
Aplausos do PS.
Sinceramente, considero que num debate político e perante esta Câmara, todos nós, e também os
portugueses e as portuguesas, merecíamos uma intervenção mais objetiva e mais explicativa daquilo que está
a acontecer na vida destas pessoas.
Mas deixe-me enunciar-lhe duas questões, muito breves: o Sr. Secretário de Estado acredita mesmo que o
que se está a fazer é a repor salários nos próximos anos, a partir de 2015? O Sr. Secretário de Estado
considera mesmo que é isto que está a acontecer? É que, de duas, uma: ou os senhores não sabem o que
andam a fazer e a dizer ou os senhores estão a enganar as pessoas.
Aplausos do PS.
Gostava que o Sr. Secretário de Estado dissesse aqui, com a sua boca, com as suas palavras, se é mesmo
isto que os senhores consideram que estão a fazer às carreiras das pessoas.
Vozes do PS: — Muito bem!