I SÉRIE — NÚMERO 18
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No caso dos passes 4_18, a proposta 148.º-A é plasmar o princípio da universalidade a todos os jovens nesta
faixa etária, aplicando um desconto de 50% face ao tarifário do passe social normal.
Neste caso, trata-se de regressar ao princípio da universalidade e ao mesmo nível de desconto de 50% que,
em 2009, esta Câmara aprovou e que o então Governo do Partido Socialista regulamentou através da Portaria
n.º 982-B/2009, de 2 de setembro.
No caso dos passes sub23, a proposta 70-C, apresentada pelo Bloco, de aditamento de um artigo 148.º-B,
em linha com os meus princípios da transversalidade e universalidade enunciados na proposta anterior,
estabelece que o passe sub23 deve aplicar-se a todos os estudantes e não apenas aos beneficiários da ação
social escolar e a todas as instituições do ensino superior do País.
O passe sub23 deve ser alargado também a todos os serviços de transporte coletivo autorizados ou
concessionadas da administração regional, ou seja, das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
O passe sub23 deve ainda ser estendido até aos 24 anos aos estudantes dos cursos de medicina e
arquitetura, dado que essas licenciaturas têm uma duração substancialmente superior às das restantes.
Aplausos do BE.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Esperando agora que com melhor sorte, tem a palavra o Sr. Deputado
Ivan Gonçalves, do PS.
O Sr. IvanGonçalves (PS): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: O Partido Socialista apresenta, neste ponto,
uma proposta que vai no sentido de repor uma medida que apoiava as famílias e os jovens dos 4 aos 18 anos,
mais concretamente com o desconto de 25% no passe social.
Ora, esse apoio, que foi cortado e para o qual o anterior Governo, PSD/CDS, não via nenhum benefício na
sua universalidade, é importante e, ao contrário do que o Partido Social Democrata e o CDS nos acusam neste
momento, ao PS e ao Governo, permite demonstrar que este não é um Orçamento que dá tudo a todos, nem
um Orçamento que faz uma austeridade de esquerda. Pelo contrário, este é um Orçamento que demonstra que
é possível governar de forma diferente, e governar de forma diferente é precisamente fazer escolhas, que vão,
neste caso, no sentido de apoiar uma mobilidade sustentável e de apoiar as famílias que têm já encargos
elevados por terem os seus jovens a estudar no ensino básico e no ensino secundário.
Por isso, essas famílias merecem ter em conta aquele que é um serviço que deve ser prestado pelo Estado,
que é uma escola pública de qualidade, devem ter este apoio e ele deve ser dado de forma universal.
Entendemos que esta proposta, sendo apresentada pelo Partido Socialista, deve merecer um acolhimento
bastante alargado por parte desta Câmara.
Aplausos do PS.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Passamos agora à proposta 152-C, dos Deputados do PSD Paulo Neves,
Rubina Berardo e Sara Madruga da Costa, de aditamento de um artigo 149.º-A — Revisão do regime de
atribuição do subsídio social de mobilidade no âmbito dos serviços aéreos e marítimos entre o continente e a
Região Autónoma da Madeira e entre esta e a Região Autónoma dos Açores.
Tem a palavra a Sr.ª Deputada Rubina Berardo.
A Sr.ª RubinaBerardo (PSD): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: É fundamental rever o projeto de subsídio
de mobilidade da Madeira.
Quando defendemos a continuidade territorial, temos de adaptar este programa à realidade que se vive na
Madeira e não se pode protelar muito mais esta temática, da mesma maneira que se tem protelado também o
alargamento do passe sub23 a quem vive nas Regiões Autónomas.
Esta questão tem de estar acautelada neste Orçamento do Estado através desta proposta que o PSD
apresenta.
Aplausos de Deputados do PSD.