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16 | II Série A - Número: 145 | 30 de Junho de 2009

final do ano, momento em que se assistiu à entrada em recessão de um grande número de economias avançadas. As economias emergentes e em desenvolvimento também desaceleraram, invertendo a tendência de forte crescimento registado nos anos precedentes.
Para esta evolução contribuiu o impacto da crise financeira internacional, a quebra do sector da construção no segmento imobiliário nos EUA e em algumas economias avançadas (como o Reino Unido, a Espanha e a Irlanda). No caso das economias emergentes e em desenvolvimento acresce ainda a redução do preço das matérias-primas (petróleo e não energéticas) no final de 2008 (Gráfico 1).
GRÁFICO 1 – PREÇO DAS MATÉRIAS-PRIMAS 35,0
55,0
75,0
95,0
115,0
135,0
155,0
Dez-05 M
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Jun-06 Set-06
Dez-06 M
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7
Jun-07 Set-07
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Jun-08 Set-08
Dez-08
Fontes: DGEG e FMI.
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Preço Spot do Petróleo Brent (USD/bbl, esc. esq.)
Preço dos Produtos Alimentares (2005=100) A transmissão da crise dos mercados financeiros internacionais à economia real, conjugado com o aumento da incerteza e a deterioração das perspectivas de crescimento e procura global, amplificaram o processo recessivo em termos mundiais. A diminuição da procura e a deterioração da confiança dos empresários levou ao adiamento das decisões de investimento por parte dos agentes económicos. Também a verificação de condições mais restritivas na concessão do crédito, em virtude da distribuição assimétrica de liquidez e do aumento dos prémios de risco incorporados nas taxas de juro dos empréstimos, contribuiu para o enfraquecimento económico da generalidade dos países.
Na primeira metade do ano, o forte crescimento dos preços das matérias-primas (petróleo e produtos alimentares) contribuiu para a subida da taxa de inflação para a generalidade dos países, tendo sido especialmente significativa para as economias emergentes e em desenvolvimento: 9,3% em 2008 (o valor mais elevado desta década) (Gráfico 1). As taxas de juro de curto prazo diminuíram consideravelmente no último trimestre do ano, em linha com a implementação de uma política monetária mais acomodatícia com vista ao relançamento das economias. Após meados de Outubro, assistiram-se a movimentos abruptos na evolução das principais moedas, tendo no final do ano correspondido a uma depreciação do euro face ao dólar e ao iene, invertendo a tendência dos últimos anos.