O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

UTAO | PARECER TÉCNICO n.º 6/2012 • Análise à proposta do Orçamento do Estado para 2013

relevante em 2013 (inferior aos -0,2% estimados para 2012), estando implícito um ganho muito mais moderado de quota de mercado das exportações portuguesas do que previsto para 2012. As projeções recentes, mais pessimistas, para o crescimento económico de Espanha em 2013 vêm acentuar os riscos neste domínio.2 No que se refere à procura interna, a resposta do setor privado às medidas de consolidação orçamental será determinante, nomeadamente porque o aumento da carga fiscal e a consequente redução do rendimento disponível real das famílias deverá resultar numa deterioração da confiança dos consumidores, na redução do consumo privado e do investimento residencial, mas também poderá ter efeitos sobre o investimento empresarial. A este propósito, de acordo com os cálculos da UTAO, o OE/2013 tem subjacente um decréscimo do investimento do setor privado (empresas e famílias) de apenas 1,9%, o qual compara com reduções anuais muito mais significativas ocorridas desde 2009. Com efeito, as projeções oficiais apontam para uma redução do investimento residencial e para um aumento do investimento empresarial, o qual poderá não se vir a concretizar no contexto de incerteza em que a economia portuguesa se encontra. De acordo com as projeções oficiais, o investimento empresarial dependerá do dinamismo no setor dos bens transacionáveis, uma vez que as autoridades supõem que o processo de ajustamento estrutural da economia portuguesa continue a induzir uma reorientação para os setores e empresas com maiores perspetivas de crescimento e mais competitivos. No que se refere ao investimento público, está prevista uma quebra de 12,9% face a 2012, para um nível que representa cerca de metade do verificado em 2010, ainda assim trata-se de uma redução inferior à verificada nos dois anos anteriores.

Tabela 3 – Investimento (FBCF) (em termos nominais)

Gráfico 1 – Investimento do setor privado (taxa de variação anual, em percentagem)

Fonte: INE (Contas Nacionais), Ministério das Finanças (OE/2013) e cálculos da UTAO. | Nota: o investimento do setor público entre 2002 e 2007 inclui a variação de existências.

Fonte: INE (Contas Nacionais), Ministério das Finanças (OE/2013) e cálculos da UTAO. | Nota: A variação de 2011 está condicionada pela existência de uma quebra de série ocorrida nesse ano na taxa de desemprego.

2 Note-se que o FMI reviu em baixa a variação do PIB de Espanha para 2013, de -0.6 para -1,3%. Esta revisão foi publicada no WEO de outubro, posteriormente à 5.ª avaliação do PAEF português.

p.m.: (em volume)

M€ tv (%) M€ tv (%) M€ tv (%) M€ tv (%)

2002 5 718 30 260 35 978 39 328

2003 5 565 -2,7 28 281 -6,5 33 847 -5,9 36 541 -7,1

2004 5 703 2,5 28 997 2,5 34 700 2,5 36 536 0,0

2005 5 510 -3,4 29 902 3,1 35 413 2,1 36 369 -0,5

2006 4 565 -17,1 31 325 4,8 35 890 1,3 35 890 -1,3

2007 4 588 0,5 33 041 5,5 37 629 4,8 36 831 2,6

2008 5 059 10,3 33 575 1,6 38 635 2,7 36 716 -0,3

2009 5 060 0,0 29 569 -11,9 34 629 -10,4 33 554 -8,6

2010 6 225 23,0 27 899 -5,6 34 124 -1,5 32 174 -4,1

2011 4 432 -28,8 26 494 -5,0 30 926 -9,4 28 543 -11,3

2012 (p) 3 400 -23,3 23 574 -11,0 26 974 -12,8 24 519 -14,1

2013 (p) 2 962 -12,9 23 120 -1,9 26 082 -3,3 23 489 -4,2

Público Privado Total

-6,5

2,5 3,14,8

5,5

1,6

-11,9

-5,6 -5,0

-11,0

-1,9

-14

-12

-10

-8

-6

-4

-2

0

2

4

6

8

2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 (p)

2013 (p)

II SÉRIE-A — NÚMERO 27___________________________________________________________________________________________________________________

122