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II SÉRIE-A — NÚMERO 30

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Fortalecer a ligação da academia com o exterior.

Num mundo crescentemente globalizado e conectado, a internacionalização do ensino superior,

nomeadamente garantindo a sua presença em redes globais, é decisiva para a sua qualificação, capacitação e

para o seu desenvolvimento. Neste sentido, o Governo irá:

 Fomentar a internacionalização das instituições de ensino superior, apoiando a sua integração em redes

de cooperação internacional e respetivos circuitos de financiamento;

 Promover a abertura das instituições de ensino superior à sociedade civil e aos agentes do mercado de

trabalho;

 Estimular a contratação de doutorados pelas empresas;

 Estimular a ligação das instituições de ensino superior aos laboratórios do Estado, laboratórios

associados e laboratórios colaborativos, e destes com as empresas e o sector público;

 Fortalecer a cooperação entre as universidades e politécnicos e o sistema de formação profissional, seja

na articulação à entrada em cursos técnicos superiores profissionais (TeSP), cursos de especialização

tecnológica (CET) e outras vias pós-secundárias, seja na colaboração para a reconversão de profissionais em

setores estratégicos de competências, nomeadamente as digitais.

Liderar nas competências digitais em todos os níveis de ensino.

No âmbito deste processo de transição para uma economia cada vez mais digitalizada, é necessário

assegurar que a população portuguesa terá, cada vez mais, as competências e qualificações necessárias e

adequadas para superar, com êxito, este desafio. Neste sentido, o Governo pretende reforçar a Iniciativa

Nacional Competências Digitais e.2030 (INCoDe.2030), com o objetivo de qualificar os recursos humanos de

forma transversal, ao longo da vida, e numa perspetiva dilatada no tempo.

Neste âmbito, a aposta no ensino da computação assume particular relevância, visto que, mais do que

programação, contribui para o desenvolvimento do denominado pensamento computacional, o qual envolve

técnicas e métodos para resolver problemas, criando capacidade de projetar sistemas e compreender o poder

e os limites da inteligência humana e artificial. Neste contexto, o Governo irá:

 Desenvolver um programa estruturado, a nível nacional, para a definição, promoção e avaliação de

competências computacionais, nos diferentes níveis de ensino;

 Assegurar o ensino da computação, desde o ensino básico, visando a literacia e a ética digital, assente

no domínio das ciências da computação e sustentada na prática pela programação e análise de dados;

 Promover a preparação, classificação e disponibilização de conteúdos pedagógicos de qualidade e

digitais, que cubram aprendizagens essenciais estabelecidas;

 Criação de uma rede de entidades intervenientes no ensino da computação, devidamente suportada por

uma moderna plataforma digital de colaboração e partilha de conteúdos;

 Apoiar a criação de um programa nacional de (re)qualificação e formação contínua de docentes na área

das competências computacionais.

Promover a digitalização das escolas.

Esta aposta no reforço das competências digitais passa não só pelo reforço da oferta formativa, com

especial enfoque na computação, mas também pela existência de infraestruturas e recursos que permitam que

essa aposta seja consequente. Assim, o Governo promoverá as ações necessárias para acelerar o processo

de digitalização das nossas escolas, através do:

 Lançamento de um amplo programa de digitalização para as escolas;

 Promoção da generalização das competências digitais de alunos e professores;

 Aposta na digitalização dos manuais escolares e outros instrumentos pedagógicos;

 Promoção de modelos de aprendizagem ativos (project based learning, research based learning,