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estabelecimentos industriais, não obstante a situação de calamidade e a cerca sanitária

definida no município de Ovar.

Ainda que o Decreto n.º 2-A/2020, de 20 de março, tenha estipulado a suspensão de

atividades no âmbito da prestação de serviços, tal diploma prevê que os estabelecimentos

de restauração e similares possam continuar a laborar, desde que a confeção se destine ao

consumo no exterior do estabelecimento ou à entrega ao domicílio, diretamente ou através

de intermediário. À luz dos dados que hoje são conhecidos, os quais carecem de maior

robustez, estima-se que parte significativa das empresas de restauração e de alojamento

tenham suspendido a sua atividade. Já as que continuam a exercer a sua atividade fazem-no,

essencialmente, mediante entrega de produto ao consumidor. Desta feita, no domínio da

restauração, a informação disponível indicia um crescimento das aquisições em linha.

O desenvolvimento de canais de distribuição alternativos, como o as entregas ao

domicílio, não são exclusivos da restauração e constituem uma das principais consequências

resultantes da conjuntura e das medidas adotadas. Assim, parece constatar-se uma

dinamização do comércio digital, espelhada pelo crescimento do registo de domínios «.pt».

Tendo em consideração os dados já publicados, tal dinamização verifica-se, de forma

particular, nas encomendas de bens alimentares e de primeira necessidade, bem como na

subscrição de produtos culturais e de conteúdos de entretenimento, conclusões sustentadas

na informação relativa aos tráfegos de dados e de voz até então divulgada.

O aumento das relações de consumo à distância acontece por contrapartida da redução

da mobilidade dos residentes em território nacional. Deste modo, é possível identificar

diferenças na evolução da procura em estabelecimentos comerciais e através de canais

digitais. No período que precedeu à declaração do estado de emergência, foi possível

observar um crescimento inusitado da afluência a estabelecimentos comerciais. Nesta fase,

os consumidores acorreram, sobretudo, às grandes superfícies de retalho alimentar. Todavia,

fruto do armazenamento de bens e da promulgação das medidas anteriormente

mencionadas, nas últimas semanas, registou-se uma estabilização da procura, a qual,

possivelmente, acabou por decrescer quando comparada com o período homólogo.

Além do consumo em hipermercados, supermercados e em estabelecimentos de

comércio alimentar de proximidade, verificou-se um aumento da procura de produtos

vendidos em farmácias e parafarmácias. No cômputo geral, os inquéritos realizados aos

agentes económicos demonstram quebras nos indicadores de confiança dos consumidores e

de clima económico, as quais são transversais aos diferentes sectores. Contudo, importa

ressalvar novamente que os dados existentes devem ser analisados com a devida cautela,

II SÉRIE-A — NÚMERO 107______________________________________________________________________________________________________________

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