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Gráfico 10 – Custos unitários do trabalho no-minais e reais

(índice, 2016=100)

Fontes: INE, Ministério das Finanças (previsões para 2020 e

2021) e cálculos da UTAO.

Gráfico 11 – Produtividade aparente do traba-lho e remunerações por trabalhador

(índice, 2016=100)

Fontes: INE, Ministério das Finanças (previsões para 2020 e

2021) e cálculos da UTAO.

Conta externa

73. No cenário macroeconómico da POE/2021 encontra-se prevista uma necessidade de financia-

mento da economia portuguesa para 2020 (0,3% do PIB), o que, a confirmar-se, será a primeira vez

desde o ano 2012. Posteriormente, na POE/2021 prevê-se um regresso à capacidade de financiamento

em 2021 (0,9% do PIB). Tendo em consideração a desagregação por balanças (Gráfico 13), o saldo

positivo da balança de rendimentos secundários será praticamente compensada pelo saldo negativo

da balança de rendimentos primários, à semelhança dos anos anteriores. Adicionalmente, a balança

de capital deverá manter-se positiva, situando-se abaixo, mas próxima, de 1,0% do PIB no biénio 2020–

2021. De referir que a balança de bens e serviços deverá registar em 2020 um saldo negativo (1,3% do

PIB) pela primeira vez desde 2013, a qual será determinada pela deterioração do excedente da ba-

lança de serviços (de 6,8% do PIB em 2019 para 3,2% em 2020), sendo atenuada pela redução do défice

da balança de bens (de 6,5% do PIB em 2019 para 4,4% em 2020). Posteriormente, para 2021 o cenário

macroeconómico prevê uma recuperação da balança de bens e serviços para 0,1% do PIB, sendo de-

terminado pelos contributos favoráveis das componentes bens e serviços. Caso se concretize a previsão

do saldo da balança de bens para 2021 (– 3,8%), este será o melhor desempenho desde o início da série

em 1995. É útil, no entanto, recordar que o saldo da balança de pagamentos (balança corrente e

balança de capital) já vinha em queda desde 2018, tendo atingido 0,4% do PIB no quarto trimestre de

2019.

74. Relativamente aos termos de troca, a descida no preço das importações em 2020 deverá ser mais

acentuada que a do preço das exportações, permitindo um ganho nos termos de troca (Gráfico 15). No

caso do preço das importações, este indicador encontra-se influenciado pela descida no preço do

petróleo ao longo do ano 2020 (Gráfico 12).

75. Apesar do cenário macroeconómico da POE/2021 não prever uma deterioração significativa do

indicador capacidade/necessidade de financiamento da economia portuguesa como um todo (de

– 0,3% do PIB em 2020 para 0,9% em 2021), o cenário da POE/2021 prevê uma alteração significativa

entre sector público e sector privado. A necessidade de financiamento (Gráfico 14) do sector das Ad-

ministrações Públicas correspondente ao défice orçamental (7,3% do PIB em 2020 e 4,3% em 2021), pelo

que para se concretizar a previsão para a economia portuguesa como um todo será necessário que o

sector privado registe uma capacidade de financiamento significativa (7,0% do PIB em 2020 e 5,3% em

2021), sendo necessário que se verifique em 2020 o valor mais elevado desde 2015. Para a concretização

da capacidade de financiamento do sector privado será muito relevante o contributo da poupança

do sector institucional famílias.

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2018

2019

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Produtividade aparente do trabalho Remunerações por trabalhador

29 DE OUTUBRO DE 2020 ___________________________________________________________________________________________________________

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