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81. De acordo com as previsões do FMI, as economias em desenvolvimento e mercados emergentes

deverão apresentar uma recessão menos acentuada em 2020 e uma recuperação mais forte em 2021.

No entanto, o conjunto destas economias deverá registar uma deterioração da balança corrente entre

2020 e 2021, enquanto o conjunto das economias desenvolvidas deverá manter um saldo positivo da

mesma no mesmo período.

Tabela 4 – Previsões das instituições internacionais para a balança corrente (em percentagem do PIB)

Fontes: Comissão Europeia, FMI e OCDE. | Notas: (i) No caso da OCDE foi considerada a média entre o cenário mais favorável e o

cenário adverso. O cenário favorável assume como pressuposto uma única vaga da pandemia COVID-19 durante a primavera de

2020, enquanto o cenário mais desfavorável tem como pressuposto duas vagas da pandemia COVI-19 durante o ano 2020 (uma

vaga na primavera e depois uma segunda vaga, menos severa, em outubro/novembro).

Previsões para a economia portuguesa

82. Os previsores oficiais para a economia portuguesa continuam a projetar uma contração do PIB real

em 2020, seguida de uma recuperação parcial em 2021, a qual não assegura o regresso ao nível obser-

vado em 2019. A entidade com previsão sobre Portugal mais pessimista (Gráfico 18) para 2020 é a OCDE

(média entre os dois cenários pandémicos), enquanto a entidade que prevê uma recuperação mais

acentuada em 2021 é o FMI (6,5%). Quanto à União Europeia e à Área do Euro, pode-se concluir que as

previsões mais recentes não são tão pessimistas como as divulgadas na primavera; agora, tomam em

consideração o abrandamento da situação pandémica nos segundo e terceiro trimestres e as medidas

de política orçamentais e monetárias que suavizaram o impacto negativo da doença na economia.

Chama-se, no entanto, a atenção para o facto de os desenvolvimentos mais recentes da COVID-19

não estarem plenamente refletidos nas previsões do próprio FMI, publicadas em 13 de outubro. Como é

do conhecimento geral, os indicadores sanitários estão a deteriorar-se acentuadamente desde setem-

bro em inúmeros países, tendo já em outubro inúmeras autoridades imposto confinamentos sectoriais e

regionais cujas consequências económicas e nas finanças públicas não estarão certamente refletidas

nas previsões mais recentes que são conhecidas.

CEJul/20

FMIOut/20

OCDEJun/20

CEJul/20

FMIOut/20

OCDEJun/20

União Europeia - 2,3 - - 2,8 -

Área do euro - 1,9 2,7 - 2,4 2,4

Espanha - 0,5 2,3 - 0,9 2,0

Alemanha - 5,8 5,9 - 6,8 5,4

França - -1,9 0,6 - -1,8 0,1

Reino Unido - -2,0 -3,6 - -3,8 -3,6

EUA - -2,1 -2,1 - -2,1 -2,2

China - 1,3 0,6 - 0,7 0,9

Japão - 2,9 3,8 - 3,2 3,6

Economias desenvolvidas - 0,5 - - 0,6 -

Economias em desenvolvimento e

mercados emergentes- -0,1 - - -0,4 -

2020 2021

29 DE OUTUBRO DE 2020 ___________________________________________________________________________________________________________

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