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A economia da área do euro tem estado também a recuperar rapidamente, apesar de alguma incerteza relacionada com a pandemia de COVID-19 e dos estrangulamentos do lado da oferta. A retoma mais forte do que o esperado no segundo trimestre de 2021 deverá prolongar-se no segundo semestre, sendo expetável que se supere o nível anterior à crise em finais de 2021. Globalmente, o crescimento do PIB previsto para a área do euro deverá situar-se em torno de 5% em 20212 (-6,5% em 2020), em resultado do contributo positivo da procura interna (especialmente do consumo privado e do investimento residencial), impulsionado pela diminuição da incerteza e pela recuperação do rendimento disponível real das famílias. Por sua vez, a recuperação do rendimento está associada ao stock de poupança acumulada durante a pandemia, que atingiu em 2020 um máximo desde 2002, e à melhoria gradual do emprego num período de condições de financiamento muito favoráveis.

Economia portuguesa

Em 2021, a economia portuguesa caraterizou-se pela recuperação forte da atividade económica, a partir do segundo trimestre do ano, após observar em 2020 a quebra da atividade económica (-8,4%) mais acentuada desde 1995, seguida de uma quebra de -5,7% no primeiro trimestre do ano, decorrente das várias vagas da pandemia de COVID-19.

Apesar da quebra registada no primeiro trimestre do ano, a economia portuguesa registou uma evolução positiva no primeiro semestre de 2021, com o PIB real a crescer, em termos homólogos, 4,3% (-10,3% no primeiro semestre de 2020). Para a recuperação rápida da economia contribuíram a melhoria da envolvente externa, o levantamento gradual das medidas restritivas de confinamento, em paralelo com a elevada taxa de vacinação contra a doença COVID-193, e os programas de estímulo económico, tanto a nível nacional quanto europeu.

Os indicadores disponíveis para o terceiro trimestre, especialmente os relativos à evolução do consumo privado, indiciam uma aceleração da recuperação da atividade económica. Com efeito, em agosto, tanto o indicador de clima económico quanto o indicador de confiança aumentaram. Em termos de transações, em agosto, as vendas a retalho (índice deflacionado) ficaram 3,1% acima do verificado em agosto de 2020, enquanto os pagamentos em multibanco superaram em 2,8% o valor de 2019. No que respeita a atividade turística, a recuperação plena será mais lenta, não obstante a evolução positiva dos últimos meses.

Forte impulso da procura interna

O crescimento do PIB, em termos reais homólogos, registado no primeiro semestre do ano (4,3%) deveu-se ao contributo positivo da procura interna (5,5 pp), em resultado de uma variação positiva de todas as suas componentes, enquanto o contributo da procura externa líquida foi negativo (-1,2 pp).

2 A OCDE prevê um crescimento de 5,3%, enquanto o Banco Central Europeu prevê 5% para o PIB da área do euro. 3 Em finais de outubro, Portugal atingiu a percentagem de 85% da população vacinada contra a COVID-19, sendo um dos países do mundo com a maior percentagem de população vacinada.

II SÉRIE-A — NÚMERO 15 _____________________________________________________________________________________________________________

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