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Parte II 1- Enquadramento Macroeconómico

1.1 — Na Tabela 1 procede-se a uma comparação entre as perspectivas macroeconómicas para 2005 previstas nos relatórios da Proposta de Lei Orçamento do Estado para 2005 (Outubro de 2004) e do Relatório da Proposta de Alteração à Lei do Orçamento para 2005 (Junho de 2005) com os valores efectivos, de acordo com as estimativas preliminares para 2005 do INE (divulgadas em Março de 2007). Com base na análise efectuada, a UTAO observou o seguinte:

I. Em 2004, o PIB cresceu em termos reais 1,3%. O OE2005 previu uma aceleração do crescimento do PIB para 2,4%. No OER2005 a previsão foi revista em baixa, para 0,8%.
O valor efectivo de crescimento do PIB em 2005 foi de 0,5% o que situa 0,3 p.p. abaixo do previsto no OER2005.
II. A razão do apontado desvio de 0,3 p.p. no crescimento do PIB, tem origem no contributo da procura interna para o crescimento que foi menor do que o previsto (1% em vez dos 1,3% previstos no OER2005). Acresce que este desvio só foi parcialmente compensado por um contributo ligeiramente menos negativo da procura externa (em 0,1 p.p.) do que o previsto no OER2005. III. O contributo negativo da procura externa para o crescimento (em 0,4%) foi menor do que o previsto (0,5%). Observaram-se desvios significativos entre as estimativas de crescimento real para as exportações e importações e os valores efectivamente registados. O ritmo de crescimento real das exportações foi três vezes menos forte do que o previsto no OER2005 (1,1% em vez de 3,3%), apesar de o OER ter reduzido para metade a estimativa de crescimento face ao OE2005 (que apresentou uma estimativa de 6,2%). O impacto no crescimento do PIB desta evolução das exportações mais moderada do que o inicialmente previsto foi no entanto mitigado pelo facto de as importações terem crescido a uma taxa (1,9%) que foi cerca de metade da prevista no OER2005 (4%). IV. Relativamente às componentes da procura interna verificam-se desvios significativos entre o previsto em Junho de 2005 no OER2005 e os valores efectivos para 2005: a) Verificou-se uma sobre-estimação do crescimento do investimento. O OER2005 previu um crescimento de 1,9%. A realidade verificou um descréscimo de 3,8%, ou seja, confirma um desvio de -5,7 p.p. face a uma previsão elaborada no final do primeiro semestre do ano de 2005. Face ao OE2005 o desvio é de -9 p.p..
b) Verifica-se uma sub-estimação da evolução do consumo privado. Esta variável evolui a um ritmo mais forte (2,2%) do que o previsto no OER2005.
3 Este desvio positivo ajuda a explicar o bom ritmo de crescimento dos impostos indirectos.
c) Verificou-se um desvio de +1,7 p.p. na estimativa referente ao consumo público do OER2005. Esta variável cresceu 2,3% o que difere dos 0,6% previstos no OER2005; trata-se assim de um desvio significativo numa variável que depende directamente do disposto no Orçamento do Estado.
V. A evolução dos deflatores (preços) do PIB e do consumo privado foi ligeiramente mais favorável do que a prevista no OER2005.
VI. O emprego total e a produtividade do trabalho cresceram menos que o previsto no OER2005, apresentando um desvio de -0,4 e -0,1 p.p., respectivamente. A taxa de desemprego ficou em 7,6%, ou seja 0,2 p.p. acima do previsto no OER2005 (1,5 p.p.
acima do previsto no OE2005).
3 O ritmo de crescimento efectivo do consumo privado foi próximo do previsto no OE2005 (2,3%).
27 DE JULHO DE 2007
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