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tinham aderido a este regime 7.425 indivíduos, estando o FCR valorizado em cerca de € 9,5 milhões, beneficiando de uma rendibilidade de 7,54% no último ano. 12.9.2 – Comportamento dos mercados financeiros em 2009

A crise que se havia disseminado nos mercados financeiros em 20081 atinge, em 2009, a economia real, conduzindo a uma recessão grave e globalmente generalizada. À falta de confiança no sistema financeiro juntou-se a pressão sobre a dívida soberana, depois de os governos terem expandido a despesa para responder aos efeitos da crise financeira. Na maioria das economias desenvolvidas, as medidas de apoio à liquidez dos mercados financeiros e de estímulo à economia, a par da quebra da receita fiscal, colocaram pressão nos deficits orçamentais e conduziram a aumentos significativos da dívida pública. Nos EUA o deficit público quase duplicou de 2008 para 2009 (de 6,7% para 12,9%) e a dívida pública atingiu os 84,3% do PIB. Na Zona Euro o deficit mais do que triplicou (de 1,9% para 6,3%) e a dívida pública atingiu os 79% do PIB. No entanto, as medidas governamentais amenizaram os receios dos investidores pelo que o ano de 2009 proporcionou uma recuperação parcial das quebras resultantes da crise que se fez sentir nos mercados financeiros internacionais em 2008. Em reflexo disso, o índice MSCI World Developed2 valorizou-se 27,0%, ligeiramente acima do apurado pelo mesmo índice para a Zona Euro (26,4%) e para os países do G7 (24,3%). O MSCI All Country World Index3, que agrega mercados desenvolvidos e mercados emergentes, apresentou um aumento de 31,5%, em consequência de uma melhor performance dos mercados asiáticos. O PSI 20, que agrega as maiores empresas cotadas em Portugal, valorizou-se 33,5%4. Entretanto, grande parte destes mercados não tem mantido a tendência de recuperação, registando quebras em 2010, mantendo-se uma relativa falta de confiança na capacidade dos mercados regressarem aos níveis de antes da crise.

No mercado da dívida pública assistiu-se a uma subida generalizada nas taxas de juro nas maturidades mais longas, depois dos mínimos observados no final de 2008, com a yield do Treasury a 10 anos a subir de 2,22% para 3,84% e o Bund a 10 anos de 2,95% para 3,40% até 31 de Dezembro de 20095. A subida das taxas de juro na Zona Euro foi influenciada pelo aumento dos prémios de risco dos países periféricos, cuja sustentabilidade das finanças públicas centrou o foco das atenções dos mercados.
Países como a Grécia, a Itália, a Irlanda, a Espanha e Portugal sofreram, desde 2008, aumentos substanciais do diferencial das taxas de juro face às yield do Bund, que se situavam, no final de 2009, em valores bem acima dos verificados até 2007. No que concerne às taxas de rendibilidade dos títulos da dívida pública, verificaram-se diferenças significativas entre os vários blocos económicos, com os índices EFFAS a mostrarem rendibilidades (em moeda local) positivas na Zona Euro (4,4%) e no Japão (0,9%) e negativas nos EUA (-3,8%) e Reino Unido (-1,3%)6. 1 A deterioração da situação financeira internacional e a quebra dos mercados bolsistas globais foi desencadeada, a partir de 2007, pela crise do mercado hipotecário (subprime) nos EUA.
2 O Morgan Stanley Capital International World (Developed Markets) é um índice de mercado que reúne acções de países da OCDE (Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, EUA) e ainda de Hong Kong e Singapura. Este tipo de Índices é, com frequência, utilizado para benchmark do desempenho dos activos. Os índices MSCI estão disponíveis em www.mscibarra.com. 3 O MSCI All Country World Index.
4 Dados disponíveis em www.euronext.com. Erro! A referência da hiperligação não é válida.
5 Dados disponíveis na página do Financial Times (www.ft.com.).
6 Dados do Relatório e Contas de 2009 do IGFCSS.
II SÉRIE-E — NÚMERO 6
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