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deixar de ser approvada_, mas se o não for, eu a sustentarei.

O Sr. Ávila: — O nobre Deputado acabou oseu discurso, pedindo, que a representação, que leu de alguns eleitores de Setúbal, que se julgaram ag-gravados pelos factos praticados n'aqueila villa por occasião da ultima eleição, se remettesse ao Governo, e se !he fizesse conhecer, que esta Camará sentia taes e taes procedimentos» Eu não me oppo-iiho a que o negocio se trncte com urgência, antes pelo contrario entendo, qoe elie está nesse caso: mas parecia-me, que era muito mais curial, que na occasião em que o nobre Deputado solicita da Camará esta resolução, começasse por pedir, que essa representação fosse mandada a uma cotmnis-são para a examinar; porque na verdade não acho que a Camará possa determinar , que uma representação vá ao Governo para proceder contra infractores da lei, e ao mesmo tempo que se censure o Governo pelo que aconteceu n'uma occasião solemne sem que uma commissâo interponha o seu parecer sobre essa representação (apoiados). Por consequência , sem combater a ide'a da urgência, eu pedirei ao nobre Deputado, que reorganise d'esta maneira o seu requerimento, e entendo, que apresentado assim , não pôde a Camará rejeita-lo. È' uma representação assignada por uns poucos de cidadãos activos que se julgam aggravados pelos factos acontecidos n'uma eleição, e estão no seu direito pedindo á Camará que os desaggrave ; a Camará não pôde deixar de tomar em consideração essa representação, e o meio de a tomar em consideração e manda-la a uma comrnissão (apoiados).

O Sr. Gavião:—Parece-me que a pratica da Camará é a mesma que eu segui , apresentando a minha proposta ; a Camará pôde tornar em consideração as reflexões do nobre Deputado, ás quaes eu com a melhor vontade annuirei porque o meu fim e', que a Camará tonse conhecimento d'este negocio, e se a Camará intender pela discussão, que tiver logar, que não se acha sufficientemente habilitada para omiltir uma opinião justa e rasoa-vel, e claro que ha de mandar a representação a uma comrnissão.

O Sr. /. M. Grande: —Sr. Presidente, eu também concordo com o illustre Deputado o Sr. Ávila, e assento que a representação apresentada pelo Sr. Gavião deve na verdade ir a uma commissâo, mas que se deve recommendar a maior urgência em assumpto de tanta gravidade e importância. Sr. Presidente, esta Camará deve traclar de desaffronlar a urna, deve pugnar pela liberdade delia, alias deixa de preencher o tnais sagrado de todos os seus deveres. A representação que foi mandada para a Mesa, apresenta-se segundo parece legalmente dxj-rumentada; tirn grande numero dos factos que o Sr. Deputado apresentou, parecem estar comprovados; e' por tanto necessário, que se est^s factos são verdadeiros, o Governo desaggrave o paiz, desag-grave a urna, e não transforme os princípios do Governo representativo em uma miserável decepção. As eleições senão se fazem sinceramente, tornam o systerna representativo a p^ior de todas as lyran-nias, e o despotismo em nome da liberdade é o peior de todos os despotismos. Por tanto vá a representação a vima commissâo e com urgência, que apresente quanto antes o seu parecer, a fim de que VOL. 3.°— MARCO—1845.

se os factos são corno e» entendo verdadeiros, ha* jam de ser punidos aquelies que os perpetraram directa o» indirectamente.