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Para isto é que chamo a atenção de V. Éx.a e, quando se tratar da minha interpolação sobre açúcar e farinhas, provarei que há cláusulas muito graves, como a de não estabelecer o preço, seja ele qual for.

Desde que ' se estabeleceu a liberdade de preço, V. Ex.a veio dar motivo a que se faça negócio.

São estes os assuntos para que chamo a atenção de V. Ex.a

O discurso será publicado, na integra, quando o orador haja devolvido, revistas, as notas taquigráficas.

O Sr. Presidente do Ministério e Ministro da Agricultura (António Granjo): — O ilustre Deputado Sr. Costa Júnior chamou a minha atenção para a falta de carvão de sobro que há em Lisboa. Este problema teni merecido a atenção de todos os. Governos, irças actualmente complicou-se em virtude da greve ferroviária, Já anunciei à Câmara que tinha feito um contrato que permite o abastecimento de metade do consumo da cidade por conta do Governo e da outra metade por conta do comércio, por um preço razoável.

Veio a greve ferroviária e complicou-se a nossa vida económica.

Tomo em boa conta o que V. Ex.a disse, e sobre a farinha de l.a qualidade direi que ela poderá ser aproveitada para massas, estabelecendo-se dois tipos por um preço razoável; masas de l.a e de 2.a qualidade.

Estou resolvido a distribuir à Manutenção Militar, precisamente para o fabrico de massas alimentícias, a farinha de que o Governo dispõe neste momento.

Chamou ainda S. Ex.a a minha atenção para a necessidade de fazer com que o Comissário dos Abastecimentos reúna um determinado número de qualidades que S. Ex.a julga indispensáveis para o .bom exercício desse elevado cargo.

E^tou, como não podia deixar de estar, absolutamente de acordo com tal opinião. Efectivamente, é necessário haver da parte desse funcionário a melhor boa vontade e o mais devotado carinho p.ara que a questão das subsistêucias possa ser quari* to possível minorada.

No emtanto, estou plenamente convencido de que o actual Comissário dos Abastecimentos reúne todas essas qualidades,

Diário da Cântara dos. Deputadç.8

estando animado do melhor propósito de se desempenhar cabalmente da sua missão.

Quanto ao açúcar, posso dar algumas informações que me dizem respeito.

De facto foi requerido, não ao Comissário dos Abastecimentos, mas a mim próprio, há perto de um mês, que fosse proibida a importação de açúcar com o fundamento de que o mercado se encontrava suficientemente abastecido e ainda porque algumas casas que possuíam esse género em abundância se veriam obrigadas a perder algumas centenas de contos sé essa medida se não tomasse.

E claro que não perdi um minuto em j indeferir tal pretensão. (Apoiados).

As restantes considerações de S. Ex.a terei melhor ocasião de responder depois de realizada a sua anunciada interpelação. Em todo o caso, posso dizer já a S. Ex.a que o seu critério tem sido preconizado por muitas pessoas. Simplesmente a tal respeito se deu um facto que S. Ex.a certamente desconhece e que me leva ao convencimento de que, se eu fixasse o preço do açúcar colonial numa cifra inferior ao preço mundial, passava a suceder o que até aqui tem sneedido, isto é, o açúcar passaria a ser enviado como contrabando para Espanha.

Ora o objectivo conseguir-se há sem a fixação do .preço. O preço do açúcar em Portugal é inferior ao preço mun-! dial...

O Sr. Domingos Cruz: — Eu sei dum importantíssimo estabelecimento de Lisboa que possui bastante açúcar e que ainda ontem estava vendendo' por muito favor meio quilograma a cada freguez.

O Orador:—Isso devia ser especulação.

Mas, além do açúcar colonial e do açúcar estrangeiro temos o açúcar amarelo, que se vende a preços fixos e que tem havido cm abundância nos últimos tempos, esperando novos carregamentos, por esses processos.