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Sessão de 26 de Abril de 1923
Os professores fórum sempre mal pagos. Principalmente antes da República se implantar êles eram miseravelmente pagos, e a promessa dos republicanos antes da implantação da República era de se atender a êsses servidores do Estado. Nos países de mais adiantada civilizarão os professores são funcionários dos mais bem remunerados e dos mais considerados.
E preciso remunerá-los devidamente, mas exigir-lhes que cumpram o seu dever (Apoiados), e se não se lhes exige, a culpa é de quem os dirige.
Interrupção do Sr. Cancela de Abreu quê não se ouviu.
O Orador: — Já hoje se disse aqui que os Deputados dêste lado da Câmara pareciam correligionários da minoria monárquica...
O Sr. António Fonseca (interrompendo): — V. Ex.ª teve conhecimento das palavras que me escaparam, mas não teve conhecimento das explicações que dei. Relativamente a êsse programa republicano de melhorar os serviços de instrução primária, isso está tam largamente feito que, em escudos, se gasta hoje com o professorado primário mais do que se gastava no tempo da moeda valorizada com os professores de instrução primária, secundária, superior e especial.
O Orador: — Eu agora não me referia a V. Ex.ª
Segundo uma notícia que veio nos jornais, no último congresso democrático, quando quiseram ter a gentileza de nos propor uma saüdação, como aliás nós tínhamos feito, e como é de boa praxe entre pessoas que trabalham no mesmo campo, houve quem dissesse que o Partido Nacionalista, fora de Lisboa, não era republicano, pois que fora de Lisboa só havia republicanos democráticos.
Vozes: — Não apoiado. Não ouvimos tal.
O Orador: — Mas veio isso dito nos jornais.
O Sr. Presidente: — V. Ex.ª tem apenas dois minutos para concluir as suas considerações.
O Orador: — Acerca do capítulo 4.º, eu estava a explicar que só não estava de acôrdo em que o empréstimo fosse em escudos, porque tenho a esperança de que havemos de chegar à paridade cambial, e que, havendo boa administração, não será difícil trazer num período relativamente curto o câmbio para a divisa de 12 ou de 15.
Nestas condições; um empréstimo em escudos tornar-se há depois muito oneroso.
Seria muito mais vantajoso para a economia do País que o empréstimo fôsse em ouro.
Quanto ao mais estou de acôrdo com o Sr. António Fonseca, e acho necessário aproveitar-se a criação dos serviços autónomos, que se deve ao Sr. Velhinho Correia.
Sr. Presidente: não quero abusar da bondade de V. Ex.ª e da atenção da Câmara, e dou por concluídas as minhas considerações.
Tenho dito.
O discurso será publicado na íntegra, revisto pelo orador, quando, nestes termos, restituir as notas taquigráficas que lhe foram enviadas.
Os «àpartes» não foiçam revistos pelos oradores que os fizeram.
O Sr. Tavares Ferreira: — Sr. Presidente: em poucas palavras vou responder aos oradores que falaram sôbre o Ministério do Comércio, e faço-o mais pela muita consideração que tenho por S. Ex.ªs e por ser obrigado a isso como relator, do que de facto tenha de rebater quaisquer atitudes de S. Ex.ªs, pois, em gerai, estão de acôrdo. De mais, ainda a discussão que fizeram foi sôbre a generalidade do Orçamento, e só ao ilustre Deputado Sr. Ginestal Machado tenho de responder mais concretamente, pois me pediu uma informação sôbre êste capítulo.
Sôbre estradas todos mais ou menos estão de acôrdo, e o Sr. António Fonseca chega à mesma conclusão da comissão.
Outros oradores referiram-se mais positivamente a outros capítulos, e quando lá chegarmos então responderei.
Quanto à verba para o automóvel do Ministério do Comércio, eu fiz uma comparação com os outros Ministérios, fora o dos Negócios Estrangeiros, que tem uma verba superior.