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6 Diário da Câmara dos Deputados

entretanto, o consumo de aguardente tem deminuído.

Certamente que o Ministro da Agricultura, ainda hoje mesmo, dada a magnitude do assunto, poderá vir a esta Câmara, pois êste assunto tem apaixonado uma região importante.

E, por isso, requeiro a suspensão da sessão até vir o Sr. Ministro da Agricultura.

O orador não reviu.

O Sr. Ministro da Instrução (Xavier da Silva): - Ouvi as considerações do ilustre Deputado e terei todo o prazer em as transmitir ao Sr. Ministro da Agricultura, mas desde já devo dizer que S. Exa. já só está dedicando a êsse assunto.

S. Exa. tem reunido diversas entidades e certamente virá aqui dar contas da sua acção na questão versada pelo Sr. Maldonado de Freitas.

O orador não reviu.

O Sr. Presidente do Ministério e Ministro das Finanças (Vitorino Guimarães): - Pedi a palavra para comunicar à Câmara que não tenho conseguido demover o Sr. Ministro da Guerra da resolução, que já tinha esboçado em 19 de Maio, quando sofreu um rude golpe pela perda de seu filho.

Ultimamente insistiu por forma a não ser possível demover S. Exa., o que todos nós muito sentimos, pois S. Exa. é um brioso militar, um honrado carácter e um republicano dedicado e cidadão muito digno.

Hoje não procurei um novo Ministro, porque não sei qual será a situação do Govêrno, visto haver diversas moções que hão-de ser votadas.

Mais uma explicação terei que dar à Câmara, e é a que se refere à minha atitude de ontem, apreciada por alguns jornais, que dizem ter-me eu deixado dominar por uma grande exaltação.

Não foi o facto do Sr. Carvalho da Silva me ter feito as suas preguntas que pôde, porventura, fazer-me exaltar - porque efectivamente S. Exa. como Deputado tem o direito de fazer-me preguntas e eu como Ministro tenho o dever de responder-lhe - mas o que, notei é que S. Exa. me chamou pouco correcto, pouco delicado, afirmando que eu faltava ao cumprimento dos meus deveres.

Também ontem o Sr. Cunha Leal se referiu nesta Câmara a irregularidades, sem dúvida nenhuma graves, praticadas em Paris com os dinheiros destinados às sepulturas de guerra.

Há-de o Sr. Cunha Leal, como toda a Câmara, fazer-me a justiça de compreender que ou não posso vir neste momento habilitado com minuciosas informações sôbre o caso, pois que nem sequer ainda tomei conta da pasta da Guerra, o que só farei amanhã.

Das informações que tenho já, vejo que é um êrro dizer-se que o processo da falsificação de choques cometida pelo capitão Almeida Pinheiro se encontra no Ministério da Guerra.

Há uma confusão.

Êsse oficial praticou duas fraudes completamente diversas, embora cada uma delas atinja pouco mais ou menos a mesma quantia.

Os documentos dispersos que existem no Ministério da Guerra dizem respeito a várias facturas de fornecimentos à aviação de que estava encarregado o capitão Almeida Pinheiro, fornecimentos êsses que nunca chegaram a efectuar-se.

Da falsificação de assinaturas do cheques no valor de 240:000 francos não existem documentos no Ministério.

Estou na disposição, só o puder fazer - e o Sr. Almeida Ribeiro como ilustre jurisconsulto poderá esclarecer-me - de pedir a uma repartição de justiça militar que me forneça o auto que está sendo levantado, para eu elucidar a Câmara.

Não sei se isso será possível, mas, como V. Exa. pode calcular, os documentos mais importantes são secretos e estão entregues ao Poder Judicial.

No Ministério da Guerra existo um processo, mas êsse diz respeito a um outro facto.

Tenciono empregar todo o tempo, de que me fôr possível dispor, a estudar esta questão, que para mim é nova, pondo de parte outros assuntos, para amanhã poder esclarecê-la no Parlamento.

Também um outro assunto aqui foi tratado pelo Sr. Cunha Leal relativo aos 150:000 lençóis.

Achei muito extraordinário que o Sr. Lelo Portela tivesse dado essa informa-