O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

50 Diário da Câmara dos Deputado"

O Sr. José Domingues dos Santos (interrompendo): - V. Exa. devia ter pensado assim quando lá estiveram os Srs. Vitorino Guimarães, Álvaro de Castro o eu.

O Orador: - Sr. Presidente: eu quis, apenas, esclarecer um ponto que entendi do meu dever esclarecer, e concluo dizendo mais uma vez que a hora que passa merece bem que cada um de nós tome em muita atenção os actos que pratica. para que depois tome a responsabilidade

Tenho dito.

O discurso será publicado na integra, revisto pelo orador, quando, nestes termos, restituir as notas taquigráficas que lhe foram enviadas.

O Sr. José Domingues dos Santos não fez a revisão dos seus "àpartes".

O Sr. Vitorino Guimarães: - Sr. Presidente: era quási desnecessário falar, mas como o ilustre Deputado Sr. Sá Cardoso achou que eu não podia deixar do dizer qualquer cousa sôbre a solução da crise, como não quero de nenhuma maneira que S. Exa. tome como desprimoroso o meu silêncio, foi pôsto o motivo porque pedi a palavra para explicações.

Sr. Presidente: quero afirmar que as questões internas dos partidos são dirimidas nos seus directórios, nos seus centros, nos seus grupos parlamentares, e nunca no Parlamento.

Ao Congresso, temos, apenas, de trazer questões que interessem ao País, e eu trouxe aqui uma proposta para seis duodécimos, sôbre a qual pus a questão política, que o Parlamento rejeitou. Nada mais tinha a fazer do que abandonar as cadeiras do Poder.

Tenho a declarar que não fiquei de modo algum magoado com as decisões do Parlamento.

Houve na verdade uma divergência profunda entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo, porque nessa ocasião pensava como ainda hoje penso : que o Parlamento não votará o Orçamento.

Apoiados.

É esta posição que, como Deputado, tomo: o Parlamento cumprirá um compromisso do honra (Apoiados), porque o garantiram perante o País.

Fizeram cair um Govêrno que estava realizando uma obra, porque êsse Govêrno queria, efectivamente, aprovar um Orçamento.

A Câmara dos Deputados procedeu bem na defesa das suas prerrogativas, e digo mesmo do seu prestígio,.

A única aspiração que posso ter é a do prestígio do Parlamento.

Que o Parlamento tome o compromisso que tomou perante o País; é por isso que, também, o Govêrno do Sr,. António Maria da Silva espera.

Votarei qualquer moção de confiança ao Govêrno, e rejeitarei qualquer moção do desconfiança.

Espero bem que se envidarão todos os esfôrços para que o compromisso tomado seja cumprido.

Se não o fôr, S. Exa. saberá também o caminho a seguir.

Seria o desprestígio completo do Parlamento encerrar-se sem se ter votado o Orçamento.

Apoiados.

Vozes: - Muito bem. O orador não reviu.

O Sr. Sá Cardoso: - Ouvi as explicações do Sr. Vitorino Guimarães; fiquei agora sabendo que S. Exa. tinha caído por ter estado em desacordo com o Parlamento.

Mas todos já o sabíamos afiliai.

Apoiados.

O desacordo proveio do Sr. António Maria da Silva pretender a votação dum só duodécimo e o Sr. Vitorino Guimarães pretender que lhe votassem seis duodécimos.

Vota, disse S. Exa. todas as moções de confiança e rejeita as de desconfiança.

Isto é bastante.

Mas pedi a palavra para explicações a propósito de algumas considerações produzidas pelo Sr. Rodrigues Gaspar, com as quais não me posso conformar.

Isto de política não se faz de um salto; leva longo tempo a preparar o há sempre surprêsas que o espírito mais previdente e o político mais experimentado não podem antever.

Vamos a um pouco de história dos factos.

O Sr. Álvaro de Castro foi encarregado de organizar Ministério, e formulou