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Sessão de 23 de Janeiro de 1924

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Não neguei a competência a quem quer que seja.

Apenas preguntei ao Sr. Ministro o que tem feito durante um ano o Sr. Tier-no. Afirmei que não tinha visto qualquer melhoria nos sítios a que S. Ex.a tinha sido chamado aprestar serviços; mas dizer isto não ó afirmar que não' tem competência.

O mesmo aconteceu com o director da Estação de Ensaios de Máquinas; também não lhe neguei competência. Apenas disse que essa estação não tinha prestado qualquer serviço que era lícito esperar.

O Sr. Presidente:—Fica V. Ex.a com a palavra reservadar

Antes de se encerrar a sessão

O Sr. Ribeiro de Melo : —Devo declarar, com toda a minha lealdade, que teria analisado os actos do Sr. Ministro da Agricultura por um prisma bem diferente, e teria sido injusto, se não tivesse depois sido devidamente informado da verdade dos factos.

As informações que tenho acerca de S. Ex.a são todas excelentes e elogiosas para S. Ex.a É S. Ex.a possuidor dum nome que nos arraiais republicanos é pronunciado com admiração, pelos serviços prestados por um seu próximo parente.

Declaro, Sr. Presidente, ,que constato com prazer a alta competência do Sr. Ministro da Agricultura, pelas explicações que deu à interpelação do Sr. Lima Alves.

Fê-lo com conhecimento de causa.

Além disso, tenho a honra de ser amigo de muitos dos alunos que foram, e são ainda, do Sr. Ministro da Agricultura, e todos eles são unânimes em reconhecer a alta competência de Si Ex.a Era até hoje talvez, nesta Câmara, um dos adversários de S. Ex.a, mas adversário leal, porque reconhecia e reconheço ainda que é um mau erro político ir-se rebuscar ao lugar de director geral dum Ministério o Ministro da respectiva pasta. Mas neste momento estou convencido de que o Sr. Ministro da Agricultura há-de corresponder ao sentimento republicano do país, e

sobretudo das ^necessidades do país, que deseja o fomento agrícola desta terra.

Tenho dito..

O orador não reviu.

O Sr. Ministro da Agricultura (Azevedo Cromes): — Sr. Presidente : pedi a palavra somente para agradecer ao Sr. Ei-beiro de Melo as palavras amáveis que me dirigiu. Oxalá, Sr. Presidente, que eu possa cumprir cabalmente a espinhosa missão de que fui investido, para assim poder manter a confiança que S. Ex.a acaba de me manifestar.

O Sr. Silva Barreto : — Sr. Presidente: pedi a palavra para mais uma vez solicitar de V. Ex.a o favor de convidar o Sr. Ministro da Instrução a vir a esta Câmara, porque tenhtb necessidade de, com certa urgência, ouvir de S. Ex.a o que entender dever dizer-me acerca de assuntos, que correm pçla sua pasta.

E possível que S. Ex.a não conheça talvez as praxes parlamentares no que respeita ao «antes da ordem», porque hoje vi S. Ex.a aqui. Veio -só durante a ordem do dia.

Seria, pois, conveniente que V. Ex.a lhe pedisse que antes da ordem, sendo possível, venha a esta casa; e, como estou com a palavra, devo dizer que constato com prazer que o incidente de há pouco com o Sr. Ministro da Agricultura não passou dum equívoco, ficando eu plenamente satisfeito com as explicações que S. Ex.a deu à Câmara.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Artur Costa: — Sr. Presidente : desejava que V. Ex.a fizesse o favor de me informar se já tinha sido mandado publicar, como lei do país, o projecto de lei que foi aprovado no Senado, e que regula o funcionamento das tabernas no continente da Eepública.

Estou convencido de que se essa lei já estivesse em vigor ter-se-iam evitado os assassínios que ultimamente se deram numa aldeia próxima de Lisboa, onde as tabernas estavam abertas às 23 horas.

Peço, pois, a V. Ex.a providências, a fim de que essa lei seja publicada com urgência.