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Diário das Sessões dó Senaclò

pontâneos que há ali, corno as sementes oleaginosas e mesmo as madeiras, cousas que não custaram nada ao trabalho do homem e que estão inaproveitáveis por falta de melhor transporte; essas mercadorias hoje não aproveitáveis, calculo eu EO valor de milhões de libras.

Logo que exista a rê'de estudada do caminho de ferro, o rendimento da alfândega subirá consideràvelmente.

Para os encargos do empréstimo já temos 300:030 libras de margem orçamental; o resto virá, talvez com sobras, dos direitos de exportação e do outras matérias colectáveis, pelo desenvolvimento da riqueza pública.

Peço desculpa do tempo que tomei à Câmara, mas tinha que fazer estas considerações.

Tenho dito.

O orador não reviu»

O Sr. Herculana Galhardo: — O Sr. Bulhão Pato não interpretou o meu pensamento como eu o formulei, por quanto ou quis exactamente fazer uma distinção entre a proposta do Sr. Bulhão Pato e a do Sr. Artur Costa.

Disse a S.Ex.aque se mantinha ideali&ta.

Eu1 também sou chamado correntemente idealista.

Não compreendo política nenímma que valha, que não tenha um ideal. (Apoiados). E exactamente por não haver entre nós um ideal político, é que a política chegou a este estado lamentável.

Apoiados.

Quando eu empreguei a palavra idealista, quis significar a alta consideração pelos nobres sentimentos do Sr. Bulhão Pato.

Fica S. Es.a sabendo que quis envolver nunia atmosfera de poesia fecunda a sua proposta.

Mas o Sr. Bulhão Pato falou em entidades que não tem para aqui sido chamadas, e como eu não desejo que a Câmara fique corn qualquer impressão menos exacta do que peuso, e do valor dos meus números, também me julgo no direito de pedir ao Sr. Presidente do Ministério que me diga se o que consta do meu sistema de emendas efectivamente não é o que mais convém aos altos interesses da província.

O orador não reviu.

O Sr. Bulhão P ato (par a explicações) :— Sr. Presidente: pedi a palavra paia dizer que as referências quB fiz ao Sr. Presidente do Ministério eram relativas ao tempo que servi ern Moçambique. Sei que S. Ex.a procurava então a margem orçamental e recursos ao imposto para contrair qualquer empréstimo. Mas não formulei pregunta nenhuma agora a S. Ex.a

O Sr. Herculano Galhardo: — Preguntei eu, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente do Ministério e Ministro das Finanças (Álvaro de Castro):— Sr. Presidente: falo como Presidente do Ministério o como Ministro das Finanças e não como colonial.

Nào tenho assistido ao debate sobre o empréstimo e só por acaso é que hoje me encontro assistindo a ele.

O telegrama a que se referiu o Sr. Azevedo Coutinho, evidentemente que me não diz respeito como Presidente do Ministério.

Claro que eu sou inteiramente favorável ao empréstimo.

O Sr. Herculano Galhardo: —Todos nós!

O Orador:-—Quando estava na província, procurei realizar um empréstimo, até mesmo na África do Sul, que esteve em via de realização, reservando-se - para mais tarda uma operação de maior vulto.

Fez-se um cálculo apurado de contas, estudaram-se as reservas a realizar um certo espaço de tempo, pois o problema do empréstimo tom do ser 'encarado também sob o ponto de vista do tempo, conforme os meios de trabalho.

Apoiados.

Mas antes de fazer mais considerações não quero deixar de me referir ao Sr. Bulhão Pato, dizendo que S. Ex.a é de facto um idealista, o que não admira. S. Ex.a tem uma costela de poeta; tem na sua família um nome ilustre e como funcionário é um especialista. Muitas pessoas o puderam verificar.

Considero que ô necessário fazer um empréstimo à província.de Moçambique; talvez a minha divergência seja no ponto de vista de o efectivar.