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Viário $as Sessões do Senaâ-o

Não; p. que se podia era fazer escândalo para servir os inimigos do regime.

O Sr. Querubim Guimarães (em aparte") : —A República ou deve ou não íeme.

O Orador: — A República não deve, nem teme, mas é só perante adversários leais.

O Sr. Querubim Çuimarães : quem é que nãp qqere a luz?

É porque a República tem andado sempre, na treva.

Vozes : — Não apoiado ! Não apoiado!

O Orador:-^ ;Mas quem é que não quere a luz?

EU p que não acredito é que se. possa ir fazer luz.

^]\Ias o que ó qup §e quere esclarecer?

<_0 p='p' que='que' se='se' é='é' quere='quere' descobrir='descobrir'>

^Traidores à Pátria e à Nação?

Nada se po4e. esclarecer-, No fuuclp o que se pode ver é um conflito mais com o carácter pessoal entre o Sr. Américo Olavo e os aviadores, que outra cousa.

^Então o que é que se quere?

O Sr. Querubim Guimarães: — Quere-se q,ue a justiça caia sobre os verdadeiros responsáveis.

O Orador: —

A.té já se dis.se que bastava enviar lõ ou 20 rapazinhos do Colégio Militar contra os aviadores. Fizeram-se artigos violentos, sobre os aviadores; conhecemos discursos verdadeiramente violentos do Sr. António Maia.

i/JL depois de tudo isto ainda se qpere mais luz?!

Este argumento da luz não passa dum subterfúgio para evitar que se vote a amnistia.

Pois eu entendo j ao contrário do Sr. Júlio Ribeiro, que isto está sobre a alçada da lei, com atenuantes ou não, e o Parlamento não se avilta nem se rebaixa concedendo a amnistia.

E não,se avilta nem se rebaisa, porque estánas tradições da República ser prudente e generosp.

Por ocasião do 9 de Abril de 1921 foi decretada uma amnistia ampla que abrangia todos os monárquicos.

Cabe-me a honra de ter sido eu que defendi essa amnistia.

O Sr. uerubim QÇruimarães : — Há uma

grande diferinça entre uma e outra. Os monárquicos foram amnistiados depois de julgados.

O Orador:—^E os que estavam homiziados?

Uma amnistia nunca rebaixa nem humilha, porque é imposta..

Apoiados.

E alguma cousa de grandioso, é o sentimento da Pátria que entrando no íntimo duma causa, entende, no seu alto pensamento, que não houve crime.

Portanto, a concessão da amnistia aos aviadores não os humilha, porque ela é imposta pela Nação.

Apoiados.

E eu, votando a amnistia para os Aviadores, faço-o não só em meu nome pessoal, mas também como representante do País.

Eu estive em Lisboa, ao contrário do Sr. Ministro da Guerra que nãp esteve cá porque teve medo.

Não apoiadas.

O Sr. Mendes dos Re.is: — O Sr. Ministro da Guerra nã,o precisa que S. Èx.a lhe passe atestados de valentia.

O Orador: — O País quere a amnistia para os aviadores. O Parlamentp dandò--Iha, cumpre npbremente o seu mandato, embora as nossas ideas pesspais sejam contra a amnistia.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Presidente:-- Como não há mais ninguém inscrito, vai prpceder-se à votação nominal da prososta.

Procede-se à chamada.

Disseram «aprovo»: