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Diário deu Seuõc* do Senado

de esquerdista, de radical, traz isto no seu programa, ou se foi um lapso?

Eu quero crer que foi lapso; se Y. Ex.a tivesse tempo, ainda emendava.

Mas Sr. Presidente, ainda há um outro assunto a cue me quero referir, e desde já peço desculpa ao Sr. Ministro das Colónias, meu ex-correlegionário, por quem tenho muita consideração e até estima, se alguma das minhas palavras o magoar, mas elas de forma alguma se podem entender por menos consideração.

Uma vez veio aqui uma proposta para a nomeação dó Sr. Carlos de Vasconcelos para governador da Guiné.

Ainda pertencia V. Ex.a ao meu partido, e, como era de esperar, os meus correligionários deram-lhe o seu voto, e qtiezn lho negou foi o Partido democrático.

£ Teria sido uma indicação constitucional incluir no Ministério, e apresentar ao Senado como Ministro de todas as colónias o indivíduo que afinal de contas não mereceu a aprovação para ser governador duma só colónia?

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Eu não entendo assim.

E visto que neste assunto eu quero agora terminar felicitando S. Ex.a, S. Ex.a tem com certeza na sua almiL um momento de satisfação e há-de dizer de si para si: ca Madeira não me quis para governador duma só colónia, e agora aceita-me como Ministro de todas as colónias.

Eu felicito, portanto, S. Ex.a .E felicito S. Ex.a com muito prazer, tanto mais que estou à vontade na questão, porque então era meu correligionário e votava em S. Ex.a

Tive ocasião de ler, embora muito por alto, a declaração ministerial.

Mas fiz perante ela o mesmo gesto que o País deve naturalmente ter feito a respeito deste Governo: encolhi os ombros.

A declaração é mais ou menos clara e extensa, inas irá também para o arquivo ou para o cesto dos papeis.

j Srs. das esquerdas! Venhan obras e, em tudo aquilo que for útil ao País3 podem nSo só contar com a fiscalização patriótica, mas mesmo com o apoio ao meu partido.

0 meu partido não faz põlitiquice; aplaudirá tudo quanto for de j cística e útil ao País.

Vou 'terminar, Sr. Presidente; a hora vai adiantada e não está nos hábitos do-Senado alongar muito estes debates e bom é que 03 Governos encontrem no Senado-uma atmosfera mais calma, do que na outra Câmara, onde se esgrime mais violentamente.

Vou apenas referir-me a mais dois pontos.

Refere-se a declaração ministerial ao-direito de propriedade.

Ora eu ouvi na outra Câmara ao Sr. Presidente do Ministério declarações terminantes: «jSou das esquerdas, mas quero-a liberdade de pensamento! {Sou das es-, queridas, mas quero a liberdade de cultos t' ;Sou das esquerdas, mas quero o predomínio da lei!»

Eu e&tava à espera que S. Ex.a dis • sesse por fim: «j Eu sou das direitas !» pois nós, os da direita, queremos isso> mesmo.

Eu já aqui disse uma vez no Senado a propósito de republicanos novos e velhos, que para mim só há bons e maus republicanos.

Ora, os que são boas republicanos podem pôr em prática medidas que pareçam/radicais.