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Diário 'das' Sessões do Senado

"se fizeram sobre ele* para armar o elemento civil.

Corri toda a franqueza e sinceridade o digo: se naquele momento não estivesse no Governo o Sr. Vitorino Guimarães, que incontestavelmente é bem intencio-

• nado' e ponderado, e se o Governo ests-vesse entregue .em mãos de pessoas com cabeças excessivamente «gloriosas», talv€>z

"a situação em-Portugal fosse bem negra e que as bandeiras azul e branca o verde

• rubra estivessem- nos museus e tremulasse -uma outra que desagrada a todos nós.

O Sr. Vitorino Guimarães portando-se askim prestou' um 'grande1 serviço ao seu País, não foi apenas à República.

Com respeito às suas propostas, reservo--me para as discutir quando for ocasião.

E sobre este assunto basta.

O orador não reviu.

O Sr. Presidente do Ministério e Ministro das Finanças (Vitorino Guimarães): —

' Serei muito breve. : -Em primeiro lugar desejo agradecer a

" todos os lados da Câmara e a todos os oradores que falaram, as saudações que

' tiveram a gentileza de dirigir ao Governo.

Não é agora o momento de responder

' a algumas considerações porque om breve se descuíirá aqui a proposta que apresentei concedendo ao Governo poderes ae-

' cessados para assegurar e manter a or-dem, e será então o momento asado para

' dar todas as informações ao Senado. Contudo não quero terminar sem me

' referir a urnas certas palavras proferidas

' pelo Sr. D. Tomás de Vilhena.

Efectivamente as saudações que S. Ex.a dirigiu ao Governo pela sua acção, vindo

"'da sua boca, têm na verdade um valor

" grande, dada a situação política de S. Ex.a " Não posso deixar porém de levantar

" umas afirmações que S. Ex.a fez, sobre O

"' procedimento quo devia ser adoptado com pessoas que, embora defensoras do Go-

' verão, estavam envolvidas no movimento.

' segundo S. Ex.a dizia, o quo parece dar

"' a entender que .S. Ex.a, conhociíi o movimento muito de perto, pois que, até mim,

* não chegou tal informação.

*" O Sr. D. Tomás de Vilhena:—Eu não *' tenho nada cora o movimento, nem próxi-ino, nem dê longe; • ;

Agora o que eu vejo são estas cousas que todos vemos, é que oficiais como Si-nel de Cordes e Raul Estevcs não se punham à frente de um movimento sem contarem com outras adesões, a não ser que estivessem démeutes, o que não se dá.

O Orador: — Eu só tenho que agir . . .

O Sr.-D. Tomás de Vilhena:— V. Ex.a o que tem é de mandar inquirir e saber o que há a tal respeito..

O Oradora—Eu não tenho nada que inquirir, porque não estou aqui para fazer o jogo de V. Ex.a

O que me cumpre ó actuar e é isso que pesa a V. Ex.as

O Sr» D. Tomás de Yilhena: — A mim não me pesa nada, porque nada tenho com isso!

O Orador: — Parece impossível que haja alguém no Parlamento que venha aqui fazer como que a apologia dos revoltosos!

Apoiados.

E por isso que eu afirmo que aqueles que tanto apregoam a ordem são os que mais pretendem e desejam a desordem.

O orador não reviu.

Lida na Mesa, foi aprovada, por unanimidade, a moção do Sr. Catanho de Meneses.

O Sr. Presidente:—Interrompo a sessão para amanhã às horas que ela possa recomeçar e convoco a reunião da l.a e 2.a Secções para hoje às 21 horas e 30 minutos.

Eram 18 horas e 00 minutos.

SEGUNDA PARTE

O Sr. Presidente : — Está reaberta a -sessão.

Eram 15 horas e 18 minutos.

O Sr. Presidente: — Vai entrar rm discussão a proposta do lei u.° 874.