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Diário das Sessões do Senado*

romper as minhas críticas durante algum tempo se o Sr. Presidente do Ministério quiser vir aqui dizer-nos, mesmo em sessão secreta, se o entender necessário, as .razões de salvação da Pátria que o levam a pedir estas medidas de excepção. * Entrou o Sr. D. Tomás de Vilhena.

O Orador : — Agora já somos, dois o que não quere dizer seja mais complicado ou difícil passar a maioria por cima de dois

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Ainda hoje um jornal, órgão da Causa a que sou afecto, o Correio da Manhã, traz, sem fazer comentários, relatos dispersos da imprensa mostrando a barafunda dos espíritos em que tudo anda aos trambolhões.

Citações do Diário de Notícias, o órgão de grande circulação; da Tarde, do Rebate, órgão dos ultra-avançados, e as notícias não jogam umas com as outras e discordam também das informações dadíis pelo Grovèrao^

Ficamos sem saber porque deixou a pasta da Guerra o Sr. Vieira da Rocha, como também não sabemos porque continua a comandar a guarda.

O Diário do Governo tronxe-nos hoje, em suplemento, a notícia de ter sido demitido o Sr. Vitorino Godinho, titular interino da pasta da Guerra, e nomeado para essa pasta o Sr. Mimoso Guerra, para mim desconhecido mas naturalmente mdicado pelo apelido para esse cargo.

j Em 3 dias, 3 Ministros para maior gloria do exército!

Tudo isto são dúvidas para serem esclarecidas cabalmente, e parece-me seria

t> Sr. Presidente do Ministério á pessoa mais idónea para nos vir dar esses esclarecimentos.

Estranhei deveras não quisesse o Senado, há pouco, considerar o Governo suficientemente representado por o' nosso colega, já então presente, o Sr. Ministro do Comércio.

Não percebo.

O Sr. Ferreira de Simas estava na sala) a sessão foi suspensa; só foi reaberta depois de ter entrudo o Sr. Ministro da Justiça!

(íTerú o Sr. Ministro da Justiça conhe-^ cimento mais directo dos factos?

,; Exigirá o assunto maiores conhecimentos jurídicos?

Fica-me esta dúvida!

j Na realidade, não sei porquê, num assunto desta monta, não seja o Sr. Presidente do Ministério, responsável pela acção dos membros do Governo, resumindo em si a direcção superior de todas as pastas, quem venha dar às explicações necessárias !

Declaro que as explicações dadas à Câmara pelo Sr. Vitorino Guimarães, doridamente, com n m ar de estar da sua veracidade muito convencido, mo não con seguiram convencer e estão em absoluta discordância e em alguns pontos em contradição com observações vindas a público com grandes parecenças de bom fundamento !

Tenho sempre a melhor boa vontade de acreditar nas declarações vindas das bancadas do Ministério.

Mas a propósito do actual Chefe do Governo tenho as minhas dúvidas por S. Ex.a se ter colocado em situação suficientemente falsa desde que é agora Presidente do Ministério. S. Ex.a sobraçou a pasta das Finanças de um Governo anterior; tomou d perante o País compromissos-violados logo a seguir pelo Governo ime-' diato; violação contra a qual se insurgiu, e muito justamente, na outra Câmara;1 está há já alguns meses Chefe do Governo e não conseguiu, ou não quis atenuar esse inconveniente, nem procurou restabelecer um pouco o crédito do Estado, taní abalado desde então!