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Diário das Sessões do Senado

seu lugar para poder defender os emigrantes que aos milhares vão para o Brasil e para a Argentina, em navios, e como se costuma dizer: como sardinha em canastra ?

Para melhorar o serviço de emigração não é só preciso chamar a atenção do Sr. Ministro do Interior; ó preciso também que paralelamente o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros acompanho as boas iniciativas do Sr. Ministro do Interior.

A acção do Sr. Ministro do Interior vai ato ao porto de desembarque do emigrante e ai começa a do Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Não acautelando os, direitos dos emigrantes, estes, ao encontrarem-se nos países para onde emigram, quási enjeitam a sua nacionalidade de origem.

Ao terminar a leitura da declaração ministerial vejo que o Governo assegura à Câmara o seu desejo de realizar ;ima «obra republicana no sentido progressivo social e político, ctc.». -

Basta que o Governo cumpra o período final da sua declaração ministerial para merecer de todos os republicanos a consideração a que faz jus, e eu estou confiado que o Governo que se constituiu com republicanos históricos e com os restantes que têm dado ao País sobejas provas de um republicanismo inconcusso realizem essa obra, e tenho quási a ceneza que ela será levada a bom termo, porque o Sr. Presidente- do Ministério e Ministro da Guerra abraça aquela divisa árabe = «Ailah é grande e Mahomet o seu profeta ».

Confiado em que S. Ex.a não esqueça esta divisa eu tenho a certeza que singrará por bom caminho e com bom vento caminhará neste mar proceloso e que muitos dos seus correligionários desejam agitar, ao contrário de muitos outros republicanos- que desejam perturbar essa agitação e dar ao País aquela era de tranquilidade que a República e a família republicana aspiram e desejam.

Mando para a Mesa a minha moção.

O orador não reviu.

Foi admitida a moção.

O Sr. Procópio de Freitas: — O Sr. Ribeiro de Melo no decorrer do sen discurso declarou ontem nesta -Câmara que deixava de pertencer ao Partido Republi-

cano Radical e recuperava a sua situação de independente.

Por dois motivos lamento a deliberação de S. Ex.u

Prjneir®, porque deixo de ter como correligionário uma pessoa por quem tenho a maior consideração e com quem tenhc mantido as melhores relações de amizade, e que dentro do meu partido poderia prestar bastantes serviços.

Segundo, porque eu sou daqueles que não concordam com a situação de parlamentares independentes. Entendo mesmo" que todas as pessoas que se resolvem a entrar na actividade política devem fazS-lo sempre em 'volta de uma bandeira que represente uns certos princípios, e reprovo o agrupamento em volta de indivíduos.

Pode-se por vezes discordar do porta--bandeira, mas nessas circunstâncias olha--se ! somente para a bandeira e não para quem a conduz, esperando ocasião propícia para o substituir.

O Partido Republicano Radical tionta no seu seio sinceros republicanos, pessoas quo têm ideas absolutamente definidas sobre os problemas da go\ernacão pública, e capazes também de se sentarem naquelas cadeiras.

Esse partido, apesar do pouco tempo que tem de existência, já tem influído bastante para que alguns assuntos de interesse nacional tenham sido encaminhados por modo diverso daquele que estavam sendo.

Portanto, o Partido Republicano Radical, apesar de não ter compartilhado ainda da governação pública, já bastante tem concorrido para que ela tenha melhorado.

Tenho dito.

O Sr. José Pontes: — Disseram-me ontem nesta Câmara que não é praxe qualquer outro parlamentar, que está filiado num partido, falar quando o leader dêYse partido fala, a propósito da apresentação de qualqupr Ministério.

Sucede porém que eu desde que me conheço estou acostumado a considerar --me um rebelde dentro da disciplina.