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£essd.o de 7 e 8 de Julho de 1925

O Orador: — Não senhor.

Há três anos que sou Sena'dor e /sempre que neste lado da Câmara é necessário o meu voto, disciplinado o tenho dado.

Entretanto em problemas que brigam «m pouco com a minha sensibilidade, empenho toda a minha í'é e todo o meu entusiasmo para o resolver a bem da Pátria portuguesa, e não posso de forma alguma acantonar-me dentro dos princípios.

E costume, quando uni Ministério se apresenta, saudarmos os Ministros antes de falarmos, e eu, homem- do desporto, sei bem que antes dos homens derimirem uma questão de prioridade, ou antes de cruzarem os ferros, costumam dar as mãos, tal qual como os homens do box costumam apertar as mãos antes de se esmurrarem. ;

Portanto, eu aperto as mãos dos Srs. Ministros antes de fazermos quatro ou cinco rounds- de bom box.

fíisos.

• Está -a terminar esta legislatura. -Nesta campanha em que eu tenho andado empenhado como clarim ou como propagandista tenho-me sentido isolado, embora muitas vez s me sinta apoiado.

• Toda a minha vida, todo o meu trabalho, lá fora como jornalista ou propagandista, e aqui dentro como Senador, tem tido ún ca e exclusivamente como fim a atingir dar àquele que é um homem válido melhor forma física e melhor tçeino, e Har toda a assistência àquele que é um inválido.

Tem fido este o..meu plano e é por isso que eu falo constantemente, e constante-mente peço aos Presidentes dos Ministérios que dediquem a sua atenção e quê olhem com olhos> de -ver estes dois problemas que são os de maror gravidade na hora que passa e que não podem, continuar votados ao abandono.

• Ouvi dizer a um general, ontem, que a defesa nacional era o problema maior e mais sagrado que a todos devia interessar.

j Como tudo são só palavras!

• Claro não' correspondem a uma realiza-

A V. Ex.% Sr. Presidente, -ouvi dizer

corn amargura, ainda há dias, numa festa de educação lisica, que, como director do Arsenal do Exército, tinha recebido comunicações para mandar apertar as correias de certos objectos militares porquo não tinham já furos de acordo com a fraca corporatura dos soldados. •* A Ministros da Guerra tenho eu ouvido dizer que os homens em Portugal iam -deminuindo de corporatura física.

Em Mafra 50 por cento dos oficiais tinham sido eliminados .por insuficiência física, ouvi eu dizer.

, Para que serve pois apetrechar o exército, se nos não lembramos que é preciso fazer homens.

Ninguém pode ter soldados sem ter homens, é absolutamente intuitivo.

• A generais que se nobilitaram na guerra, ouvi eu dizer:'dêem-me homens na verdadeira acepção da palavra, que eu deles farpi soldados.

• E preciso ter gente válida, com robustez e saúde, que ao mesmo tempo dá carácter e nobreza. O homem que é forte é bom.

. Ainda há dias ouvi a médicos, que, em •quat-ro mil observações, simplesmente se encontraram seis homens com robustez necessária.

A nossa política não tem dado tempo para se olhar para esta questão primacial da nossa terra.

'E -preciso ir ver como a nossa gente nasce o cresce. A miséria é grande e por -toda a parte.

ai- por isso, Sr. Presidente, que eu-aqui grito.

• Num instante de bom humor, no desejo enorme que tenho de? tratar da terra de Portugal, lembrei me de fazer os jogos portugueses, olímpicos e de destreza física. ' Chamei às terras de Portugal, mercê das influências que tenho além fronteiras, toda essa gente, que tem. um valor real.

• Vieram cá todos ês'ses homens que marcaram a sua individualidade nos lugares primeiros da sua classificaçfio desportiva.