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Diário 'das Sessões do Senadã.

Não o disse S. Ex.a A Companhia vem utilizar essas águas depois de íereni sido condenadas pelo Conselho Superior., de Higiene; não há nos arquivos da Direcção Geral de Símdtt documento algum que levante a excomunhão desta contra a Companhia. Procurou se e nada se encontrou.

Também o Sr. Ferreira de Sirnas produziu um argumento, oriundo decerto do Ministério do Comércio, e não de S. 3x.a

Esse argumento, destinado a emudecer-me, era já rneu conhecido, dele se serviu por vezç£ a Companhia, mas, tenho muito prazer em trazer a público ura facto passado alguns dias depois de realizar a minha interpelação, porque ele vem dar-me razão, desaparecendo o argumento qu.e forneceram ao Sr. Ferreira de Simas.

.Declarei que a Companhia tinha vários processos para .aumentar a .quantidade de água, sem falar na blague da. Ota, nem na não menos blague de duplicação de sifões, porquanto sendo o canal construído de alvenaria, e parte com tubos de ferro, a duplicação dos sifões não elevaria muito a quantidade de ágca. porque não se pode aumentar a secção de alvenaria, e como se sabe, num canal nixto, o escoamento na extremidade, é função da menor secção.

Apartes.

. O que é certo é que em tempos foi sugerida à Companhia uma maneira de aumentar t reserva de água para o período de estiagem, consistindo np- aumento da, altura da barragem-, e foi a Despeito riessa-idea que o Sr.. Ministro do Comércio, Ferreira de Situas, disse que nem .tudo só podia fazer, citando o exemplo de am indivíduo que, nas Caldas da Rainha, aumentara a bôea-de um poço. deminumdo a água, ou mesmo desaparecendo, e por isso da mesma, formei não. só podia aumentar a barragem-do Al viela, .porque a água podia desaparecer. , Foi essa história também contada ao. engenheiro Fleury, ainda com os detalhes. que por mim já aqui foram expostos.

Mas imaginem que ainda tinha razão quem. contestava'a vadiagem cio aumento .da altura- 'da barragem, a que oe referi na sessão de 26 de Junho! . -

-O Sr. Presidente:.— S. IJsf.a já esíá falando há 15 minutos.

O Orador:—.Mas, Sr. Presidente,, estou falando como autor do projecto.

O Sr. Presidente:—É por.isso que S^ Ex.;t fala pela terceira vez agora, se S. • Ex.a deseja continuai- no uso da palavra, consulto o Senado nesse sentido.

Consultado o. Senado foi concedida autorização para 'S. Ex.a: continuar no uso-da palavra- . • '

O Sr. Afonso de. Lemos (para interrogar a Mesa}-: — Sr. Presidente: desejava, saber, sem ofensa para V. Ex.a, se o Sr. Carlos Costa, quando requereu a discussão deste projecto, foi com prejuízo da ordem do dia, pois, parece-me que desta forma ficamos sem o período de antes da ordem cio dia. . '.

Desejava pois que V. Ex.a me informasse sobre este assunto.

O Sr,. Presidente:—Estão dados para discussão cinco projectos, sem que todavia se fizesse referência a se deviam ser discutidos no período de antes da orden* do dia, ou não.

Vozes : -r- Portanto todos Esses requerimentos foram sem prejuízo da ordem do* dia. "

O Sr. Augusto de Vasconcelos:—O Sr. Ministro da Instrução veio à Câmara a, meu pedido pára eu 'tratar dum assunto de alta importância, e assim fico impôs-' sibilitado de usar da palavra.

O Sr. Carlos Costa: — ^V. Ex.a faz o obséquio dê dizer-me se estou ou não no uso .d*a palavra?

O Sf. Presidente: — Continue S. Ex.a no uso da palavra. ; ..