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15 DE MARÇO DE 1957 (367)

do seu regimento de cavalaria, já com terrenos adquiridos e em preparação para o seu novo quartel -agora abandonados-. lendo perdido, duma só vez, um factor transitório do enriquecimento, pelo trabalho de construção desse novo quartel e um factor permanente de valorização, pelos elementos (oficiais, graduados o suas famílias) que na cidade se fixariam.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador: - Com perfeito reconhecimento dos interesses de cidades amigas e vizinhas -cujo progresso por igual desejamos, mas que para o ser verdadeiramente não deverá erguer-se sobre o prejuízo dos outros-, confiamos em que ao Governo será possível remediar o sucedido numa futura distribuição das unidades militares, d u qual desejaríamos ver afastadas; quaisquer considerações que não fossem as que resultam dos imperativos estratégicos e nacionais.
Mas, Sr. Presidente, não silo apenas as unidades, militares a contribuírem para o engrandecimento e pana o progresso económico das nossas terras da província.
Entre outros, podemos ainda apontar os seus estabelecimentos assistenciais. sobretudo os que respeitam à saúde pública, se lhes conseguirmos dar categoria nível técnico suficientes.
Hospitais e outros departamentos, convenientemente apetrechados e servidos por pessoal qualificado, são, sem dúvida, elementos de atracção e, por isso, factor importante de intercâmbio populacional, com nítida expressão na vida económica (transportes, comércio, etc.).
Nesta capítulo, só mais algumas: palavras sobre os estabelecimentos de ensino.
Braga precisa -e precisa com urgência- do seu liceu feminino.
O assunto está já, segundo creio, ponderado por quem de direito.

A criarão daquela unidade de ensino impõe-se a todas as luzes. Portanto o excesso de frequência do Liceu Sá de Miranda, está a afectar de maneira sensível o seu rendimento escolar e tem implicações pedagógicas, e até morais, que não podem ser menosprezadas.
A Escola do Magistério Primário de Braga - com excelentes instalações e quadros à altura das suas responsabilidades - tem de ser aproveitada em toda a extensão da sua capacidade, prestando, de tal modo, maior colaboração a campanha de educação e instrução em curso.
Não será ouvido pedir também a revisão do quadro de cursos professados u a Escola Comercial e Industrial de Braga, no sentido de se obter o seu alargamento.
Cometeria unia feia injustiça se não fizesse unia referência à posição que têm na vida social e educacional de Braga os seminários e outros institutos religiosos - sem esquecer os de caracter missionário-. que em muito têm contribuído, e mais hão-de contribuir, para a expansão o progresso da cidade.
Mas injustiça maior era com certeza não salientar a acção prestimosa da Faculdade Pontifícia de Filosofia. confiada ao saber e à devoção dos padres da benemérita Companhia do Jesus.
Este estabelecimento de ensino superior - com tantas iniciativas e colaborações em empreendimentos culturais de evidente prestígio e valorização para a cidade de Braga para o País- bem merece ajuda e compreensão, quer das altas entidades da hierarquia da Igreja, quer do Estado. ainda ligado a um estatismo educacional, que se não puder ser desde já abandonado, bem carece de ser arejado, reconhecendo-se à Igreja e à Família os seus direitos no plano educativo.

3) O turismo:

Por último, Sr. Presidente, queria apontar o turismo como factor importantíssimo de revigoramente económico da região bracarense, dotada como poucas de belezas naturais, de monumentos históricos, do estâncias termais, etc., que a tornam privilegiada nesta matéria.
Mas o turismo pressupõe elementos para a sua realização.
Entre eles avulta a necessidade dum conveniente armamento hoteleiro.
Braga precisa de um hotel no Bom Jesus do Monte. essa incomparável estância de repouso, e de um hotel na própria cidade.
Pressinto, de novo, o apelo de alguns para a iniciativa particular.
Também a tenho presente. Mas não esqueço que ela será absolutamente inoperante, se não contar com a colaboração do Estado, que para si reservou, não só a orientação de todo o turismo nacional, como - e isto é essencial - se reservou a faculdade de conceder isenções o outras facilidades, sem as quais não pode haver iniciativa que, neste capítulo, hoje possa vingar.
Mister se torna ainda fazer uma verdadeira política nacional de turismo, não considerando o Puís como qualquer coisa que se acantona a sul do paralelo que passa pela Figueira da Foz!

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - A mesquinhez desta perspectiva, além de menosprezar legítimos direitos -agora já não só do Minho, mas de toda a região do Norte-, é suficientemente estúpida para que possa ser mantida.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador: - Sr. Presidente: estou chegado ao fim das minhas considerações e já por demais abusei da atenção de V. Ex.ª e da Câmara, confiado na vossa benevolência.
O que acabo de dizer sobre as dificuldades da vida económica de Braga não constitui um grito do alerta ou alarme.
Só se despertam para as realidades da vida política, social e económica os que vivem esquecidos ou afastados; delas.
Perante aquelas dificuldades, não pode ser essa a posição. quer do Governo, quer do» elementos responsáveis da cidade de Braga e do seu distrito.
listes desejarão, por certo, por adesão ao pensamento que inspirou as minhas pobres palavras, representar ao Governo -como eu próprio represento deste lugar- para que o problema seja, com a colaboração dos vários interesses, considerado nos seus aspectos mais relevantes.
É que, na verdade, a sua solução condiciona fortemente - íamos a dizer dramàticamente- a vida de um vasto sector da população portuguesa: condiciona afinal a felicidade e o bem-estar de gente, como nenhuma outra trabalhadora e crente, cuja resignada disciplina impõe a todos maiores deveres em a ajudar e em a defender.
Tenho dito.

Vozes: - Muito bem, muito bem! O orador fui muito cumprimentado.

O Sr. António Rodrigues: - Sr. Presidente pedi a V. Ex.ª a palavra para tratar da situação extremamente