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3 DE MARÇO DE 1973 4729

ver e da honra, da disciplina e da tradição tem de ser permanente preocupação do indivíduo que veste um uniforme. E hoje, como noutras ocasiões tenho afirmado, nos areópagos internacionais só se fala de direitos, esquecendo-se que, sem deveres bem definidos, os direitos, considerados isoladamente, são, antes, começo de subversão.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Por outro lado, nas forças armadas, sendo a massa constituída pela juventude, aliás digna de todo o nosso respeito e admiração pela maneira devotada e corajosa como vem defendendo as populações e a terra portuguesa de África, se ela perdesse a noção do culto daqueles deveres da honra e da disciplina, o que representaria tal massa?
Há, portanto, que não descurar a firmeza moral da retaguarda que é questão da maior dignidade, de prestígio e mesmo de sobrevivência.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Para isso é necessário que se defendam, por todos os processos e formas que a imaginação alcance, através de gente bem formada moral, social e psicologicamente, os princípios fundamentais que informam a nossa civilização e a pátria portuguesa.
Há que fornecer aos indivíduos de todas as idades, classes e camadas sociais uma razão forte, imperativa, que os convença sem ambages e lhes imponha um estado de espírito capaz de todos os riscos para assegurar a perenidade do Portugal pluricontinental e multirracial que somos.
E lembrando as palavras que o pastor negro Luther King uma vez pronunciou:
[...] são de facto maravilhosos os recursos de que dispomos para viver, mas há, porém, alguma coisa que falta: aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não conseguimos aprender a arte simple de vivermos unidos como irmãos.

E lembrando estas palavras terminarei as minhas considerações convencido de que o problema não é ainda um grave problema entre nós portugueses, mas que tem de se estar alertado e atento e tomar as medidas requeridas, fundamentalmente de prevenção, mas também de recuperação e de repressão, porventura agravadas, estas últimas, se a situação o impuser.
Concordo, portanto, neste contexto e na generalidade, com as conclusões a que chegou o digníssimo Deputado avisante, afigurando-se-me que a criação de um centro de tratamento e reabilitação de toxicómanos e a preparação dos respectivos especialistas de que julgo ainda não dispormos - centro e especialistas - se justifica inteiramente, admitindo até que já esteja nos propósitos do Governo preencher essa lacuna, o que, a ser verdade, me daria muita alegria.
Tenho dito.

Vozes: - Muito bem!

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados: Vou encerrar a sessão.

A próxima sessão será na terça-feira, 13 do corrente mês, à hora regimental, tendo como ordem do dia a continuação da discussão do aviso prévio sobre a toxicomania.
Está encerrada a sessão.

Eram 17 horas e 25 minutos.

Srs. Deputados que entraram durante a sessão:

António da Fonseca Leal de Oliveira.
Filipe José Freire Themudo Barata.
João Duarte Liebermeister Mendes de Vasconcelos Guimarães.
José Gabriel Mendonça Correia da Cunha.
José de Mira Nunes Mexia.
Júlio Dias das Neves.
Manuel Martins da Cruz.
Manuel Valente Sanches.
D. Maria Raquel Ribeiro.
Maximiliano Isidoro Pio Fernandes.

Srs. Deputados que faltaram à sessão:

Alberto Marciano Gorjão Franco Nogueira.
Alexandre José Linhares Furtado.
Álvaro Filipe Barreto de Lara.
António Bebiano Correia Henriques Carreira.
António Fausto Moura Guedes Correia Magalhães Montenegro.
António Júlio dos Santos Almeida.
Armando Valfredo Pires.
Camilo António de Almeida Gama Lemos de Mendonça.
Carlos Eugénio Magro Ivo.
Fernando David Laima.
Fernando do Nascimento de Malafaia Novais.
Francisco Correia das Neves.
Francisco Esteves Gaspar de Carvalho.
Francisco José Pereira Pinto Balsemão.
Francisco Manuel de Meneses Falcão.
Francisco de Nápoles Ferraz de Almeida e Sousa
Gabriel da Costa Gonçalves.
Gustavo Neto Miranda.
João Lopes da Cruz.
João Manuel Alves.
João Pedro Miller Pinto de Lemos Guerra.
João Ruiz de Almeida Garrett.
Joaquim Carvalho Macedo Correia.
Joaquim Jorge Magalhães Saraiva da Mota.
Jorge Augusto Correia.
José Coelho de Almeida Cotta.
José Coelho Jordão.
José da Costa Oliveira.
José Dias de Araújo Correia.
José Vicente Pizarro Xavier Montalvão Machado.
Júlio Alberto da Costa Evangelista.
Luís Maria Teixeira Pinto.
Manuel Homem Albuquerque Ferreira.
Manuel José Archer Homem de Mello.
Manuel Monteiro Ribeiro Veloso.
Rafael Valadão dos Santos.
Ricardo Horta Júnior.
Rogério Noel Peres Claro.
Rui Pontífice Sousa.
D. Sinclética Soares dos Santos Torres.
Tomás Duarte da Câmara Oliveira Dias.
Ulisses Cruz de Aguiar Cortês.