O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

1772
I SÉRIE - NÚMERO 44

à saúde, no norte do nosso distrito, porque a realidade é bastante mais grave, e isso não acontece por falta de capacidade reivindicativa dos que lá vivem.
O Sr. Deputado Meneses Falcão sabe qual tem sido a luta das populações de Alvaiázere para reabrir o hospital, que desde há alguns anos está fechado, e até hoje os Serviços Centrais ligados ao sector da saúde não deram a mínima resposta. Com certeza o Sr. Deputado sabe isto tão bem como eu.
Em relação ao centro de apoio técnico à indústria do vidro e da cerâmica, estamos os dois nesta Assembleia, temos aqui mais deputados do distrito de Leiria, e sabemos todos como é difícil a reestruturação da indústria do vidro e do barro vermelho na nossa região. Vamos então todos lutar para que o centro de apoio se instale em Leiria e comece efectivamente a trabalhar.

O Sr. Portugal da Fonseca (PSD): - Mais um candidato!

O Orador: - Já vejo os deputados de Aveiro a protestar. Mas já que Aveiro tem andado aos empurrões com Coimbra, vamos nós aproveitar a deixa e fazer com que o centro seja instalado em Leiria.

O Sr. - Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Alberto Coimbra.

O Sr. Alberto Coimbra (CDS): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Tratar a problemática das necessidades reais e dos anseios justos e legítimos de um distrito em escassos minutos não é tarefa fácil, dado o risco decorrente de os aflorar acrescido o facto de Viseu ter sido nas últimas décadas dos distritos mais esquecidos, desfavorecidos e relegados para último plano.
Viseu, cidade antiqua e nobilíssima, cabeça de uma das mais genuínas e portuguesas regiões do país, onde as virtudes da Raça ainda não se abastardaram.
Viseu, monumental, cultural e artístico, rico nas suas mais múltiplas expressões de arte, desde os inúmeros dólmenes aí existentes aos magníficos solares.
Viseu, de velhos e bons costumes e seculares tradições, anterior à nacionalidade, a cidade de Viriato, de Grão Vasco e de tantos outros valores nos vários domínios, devendo destacarem-se dois seus ilustres e brilhantes parlamentares cujos centenários comemoramos este ano - o bispo D. Alves Martins e o poeta Tomás Ribeiro.
Viseu, nó rodoviário que irradia para o planalto, desde os tempos dos romanos, zona intermédia e de ligação entre o litoral centro e o interior norte e centro do país.
Viseu, passagem histórica e naturalmente obrigatória para a Europa, centro comercial de relevância em zona predominantemente rural, de beleza ímpar paisagística, cortada por vales em que a Natureza foi pródiga, sendo de realçar os de Besteiros e Lafões.
Viseu, estendendo-se a norte até ao Douro, formando a região da Beira Douro na sua maioria pertencente ao distrito, contribuindo para a economia nacional com o vinho do Porto, cuja genuinidade e generosidade se deve mais que nunca acautelar, e a sul indo até ao Mondego, que tem por afluente o Dão, em cujas encostas graníticas se produz o melhor vinho de mesa português e que dá pelo seu nome.
Viseu, de luxuriante e variegada flora, com predominância de uma das maiores manchas de pinheirais, cuja gena na maioria é industrializada fora da região e que importa o seja localmente.
Viseu, de riqueza cinegética que convém preservar, de incalculáveis e quase de todo inexploradas potencialidades turísticas e de óptimas águas termais.
Viseu, de gentes de fé, humildes e simples, abnegadas, mas indomáveis e teluricamente corajosas; gentes de trabalho e sacrifício, agarradas ao seu palmo de terra que amanham com carinho, mas leais, abertas e hospitaleiras; gentes para quem a rudeza é virtude e a quem as serranias imprimem o caracter da firmeza e os vales a doçura e a serenidade.
Viseu, com as suas populações agrupadas em 24 concelhos, que sabem o que querem e escolheram naturalmente o projecto político mais consentâneo com o seu querer e a sua determinação, o projecto anímico e motivador dos seus anseios, na esperança da mudança das suas condições e melhoria de vida dentro do possível, outra voz não tem que os seus legítimos representantes nas autarquias e nesta Assembleia, a quem confiaram o seu voto maciço, elegendo 8 em 10 deputados pela Aliança Democrática - facto que nós confere a nós, deputados da maioria, maior legitimidade e mais à vontade para exigir do Governo, nos limites do real e do possível: A aceleração das obras da estrada n.º 16 (Vilar Formoso-Aveiro), motor do desenvolvimento e progresso das regiões e do País que serve e corredor natural rumo à CEE;
A resolução definitiva da construção do Hospital de Viseu;
O canal adutor da água como complemento da obra da barragem de Fagilde até à estação de elevação do tratamento de águas;
A construção de várias escolas secundárias e do ciclo preparatório, de bairros sociais e de quartéis de bombeiros, nomeadamente em Tondela, Campo de Besteiros, Abraveses, Vila Nova de Paiva, Canas de Senhorim e Tabuaço;
O acabamento rápido das vias de acesso à barragem da Aguieira, com prioridade para a de Santa Comba Dão e os vários acessos municipais à estrada da Santa Comba Dão-Tábua.
O funcionamento imediato do Centro de Saúde de S. João da Pesqueira;
A criação da região turística Dão-Lafões, cujo diploma está a tardar demasiado;
O apoio à reconversão da Estância Senatorial do Caramulo; em conformidade com os interesses municipais;
A preservação da riqueza cinegética do distrito, sobretudo em Moimenta da Beira;
A defesa dos seus museus e uma profunda acção de investigação da Polícia Judiciária para recuperar o património artístico dos museus do Caramulo e Arte Sacra da Sé Catedral, recentemente roubados;
Apoiar as várias cooperativas existentes no distrito e outras em vias de criação, de modo que a produção seja garantida com preços previamente fixos e com o escoamento atempado;