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3932 | I Série - Número 072 | 02 de Abril de 2004

 

nossas opções políticas, seguindo, aliás, as determinações do nosso Conceito Estratégico de Defesa Nacional.
Em jeito de resumo, afirmo que como projecto nacional, como opção histórica, a opção europeia marcou o nosso passado, marca o presente e marcará claramente o nosso futuro.

O Sr. José Vera Jardim (PS): - O nosso passado? Essa agora!

O Orador: - Esta é, que fique bem claro, a posição do CDS. Esperamos que a próxima campanha eleitoral não faça outros partidos esquecerem-na.
Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A semana deste debate demonstrou mais uma vez que Portugal inscreve as relações com África no topo da sua agenda internacional. As visitas simultâneas do Sr. Presidente da República e do Sr. Primeiro-Ministro a Cabo Verde e a Moçambique são uma clara prova desta prioridade.
O CDS defende que Portugal deve aprofundar relações baseadas em conhecimento profundo e confiança. Não podemos desperdiçar uma linguagem comum, uma maneira de estar e sentir partilhada e corporizada numa língua única. A nossa fronteira de identidade é bem clara e envolve os países de língua oficial portuguesa.
Quanto à participação activa no espaço transatlântico não se pode esquecer que, numa altura em que são incluídos novos membros na NATO e em que há claras tentativas de divisão, Portugal, como membro da Aliança Atlântica desde 1949, tem especiais responsabilidades.

Vozes do CDS-PP: - Muito bem!

O Orador: - O centro da actuação terá de se encontrar na diplomacia preventiva, na concertação de posições e no entendimento de que a segurança não se encontra apenas numa perspectiva militar.
Em caso de conflito devemos estar com os nossos aliados. Não mudamos, não cedemos perante aqueles que defendem o império da violência - se outros o fazem, que assumam as consequências!

Aplausos do CDS-PP.

Estas são as nossas linhas-mestras, e perante estes desafios dizemos "sim". O Bloco de Esquerda a tudo vai dizendo "não", ou diz rigorosamente nada, julgando que esta postura do contra lhe pode trazer benefícios eleitorais.
A extrema da extrema-esquerda parlamentar é contra porque os outros são a favor, pretendem quebrar consensos de anos! O CDS denunciará sempre esta postura.

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): - Muito bem!

O Orador: - Esperamos que outros não mudem de posição a bem da necessária existência de um arco de governabilidade em Portugal. Pela nossa parte estaremos sempre contra a política do "não".

Vozes do CDS-PP: - Muito bem!

O Orador: - Em matérias europeias, o Bloco de Esquerda apresentou um projecto de perguntas para um referendo e anunciou, no dia 22 de Outubro de 2003, neste Plenário, pela voz do Sr. Deputado Francisco Louçã, que a sua resposta às três perguntas seria: "não, não e não".

O Sr. Francisco Louçã (BE): - Está a ver como se lembra!

O Orador: - Em relação ao aprofundamento da opção europeia, a nossa resposta é "sim". O CDS sabe porque está a favor, querendo sempre melhorar.
E não venham com as alterações de posição. Sabemos bem da nossa evolução, mas o caminho da inclusão é bem melhor do que a obstinação da exclusão.

Vozes do CDS-PP: - Muito bem!

O Orador: - Quanto às relações com os nossos aliados, o CDS-PP combaterá sempre posições dúbias. Apoiámos a intervenção internacional na primeira Guerra do Golfo, na Bósnia, no Kosovo (e relembro ao Partido Socialista que esta operação não foi mandatada pelas Nações Unidas), no