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8 DE JANEIRO DE 2015

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O Sr. Presidente: — Faça favor de terminar, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Carla Rodrigues (PSD): — Termino já, Sr. Presidente.

Sr.ª Deputada, sabe o que é que lamento ainda mais? Lamento que o PCP se limite a gritar contra o

Governo, contra este grupo parlamentar, contra tudo e contra todos, até contra os profissionais de saúde, que

tanto se empenharam para dar uma resposta neste período,…

Protestos do PCP.

… e não apresente uma única solução para esta situação. Qual é a solução, Sr.ª Deputada?

A Sr.ª Maria Antónia Almeida Santos (PS): — A contratação de mais médicos!

A Sr.ª Carla Rodrigues (PSD): — A contratação de mais médicos? Contratámos mais 1700! Onde é que

vamos buscar mais médicos? Diga-nos, se tiver a resposta! Talvez a Cuba, não sei… Diga-nos!

O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Faça favor de terminar, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Carla Rodrigues (PSD): — A solução é proibir os médicos de gozarem as suas férias e de tirarem

as suas legítimas licenças? Diga-me! A resposta não pode ser esta resposta vaga da política patriótica de

esquerda. Não, é preciso compromisso, é preciso responsabilidade, e isso não ouvimos da parte do PCP!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Para responder, tem a palavra a Sr.ª Deputada Paula Santos.

A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Sr. Presidente, Sr.ª Deputada Carla Rodrigues, agradeço a questão que

colocou, mas a verdade é que a preocupação que o PSD diz ter com a saúde não se reflete na política de

saúde que os senhores têm aprovado e que o vosso Governo tem imposto ao profissionais de saúde.

Se, hoje, se verifica uma carência de profissionais de saúde, há responsáveis por isso. Os responsáveis

são os sucessivos Governos, e o seu Governo tem muitas e muitas responsabilidades.

Porque é que os médicos saem antecipadamente do Serviço Nacional de Saúde? Porque é que os

médicos saem do Serviço Nacional de Saúde e vão celebrar contratos com entidades privadas? Porque é que

há médicos que ainda estão em formação e ponderam emigrar, uma vez que o Serviço Nacional de Saúde não

lhes dá resposta em termos de carreira, não lhes dá garantia de desenvolvimento profissional? Estas são as

questões que os senhores não querem discutir, que os senhores escondem e que, de facto, são a realidade

concreta do dia a dia dos profissionais de saúde.

É verdade, Sr.ª Deputada, que, se o Serviço Nacional de Saúde vai dando uma resposta, isso não se deve

de forma alguma ao Governo, que só tem contribuído para criar dificuldades; deve-se, sim, aos profissionais

de saúde que, mesmo perante todos os ataques, com cortes nos salários, com a retirada de direitos, com a

desvalorização profissional e social a que têm sido sujeitos, continuam a contribuir para que os utentes

possam ter melhores cuidados de saúde, contrariando até as orientações do Governo, que quer degradar,

degradar e degradar cada vez mais as condições de saúde.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Exatamente!

A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Sr.ª Deputada, eu diria que a sua intervenção foi até, de certa forma,

ofensiva para os utentes que estão, neste momento, em muitos centros de saúde e em muitos hospitais à

espera de ser atendidos e que não o são exatamente porque há falta destes profissionais de saúde.

Vozes do PCP: — Exatamente!