I SÉRIE — NÚMERO 21
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Perguntamos também: qual foi a parte do último ano desse mandato, quando a troica já cá não estava, que
os senhores não compreenderam? É que essa encontram outra vez neste Orçamento! Encontram outra vez
medidas para atração de investimento, por exemplo no IRC (imposto sobre o rendimento de pessoas coletivas),
como fizemos em 2015 e que propomos para 2017.
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Ora!…
O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Encontram nas pensões mínimas, Srs. Deputados, aquelas que
aumentámos todos os anos! Todos os anos: em 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015 aumentaram as pensões
mínimas que os senhores agora querem congelar.
A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Todas menos 700 000!
O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Extraordinário! Apesar da dificuldade que tínhamos nessa altura,
não esquecemos os pensionistas que tinham pensões mais baixas!
Protestos do BE.
E os senhores agora, com toda a liberdade, querem esquecê-los, aumentando as pensões mais altas num
valor superior àquilo que recebem mensalmente os pensionistas das pensões mínimas.
Extraordinária equidade esta das esquerdas, Srs. Deputados!
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Muito bem!
Protestos do BE.
O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Mas também encontramos outras medidas, como, por exemplo,
as que têm a ver com a fiscalidade das famílias e com o quociente familiar. Foi a nossa opção em 2015, dizendo
que era assim que se garantia equidade às famílias, e voltamos a apresentar essa medida em razão de
coerência.
Por isso, Srs. Deputados, as propostas do CDS mudam, mas apenas em função da alteração de
circunstâncias, que só foi possível a Portugal porque uma governação responsável retirou o País da situação
difícil em que se encontrou entre 2011 e 2015.
Aplausos do CDS-PP.
As outras propostas são a razão da coerência que mantemos naquela que é programaticamente a nossa
alternativa.
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Muito bem!
O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Isso reflete-se nas pensões, na fiscalidade para as famílias,
nas medidas para as pessoas com deficiência, no abono de família, no arrendamento ou na educação, áreas
estruturantes que entendemos que continuam um processo reformista positivo para o País. Mas também se
reflete na área do crescimento económico ou do funcionamento do Estado, onde apresentamos propostas de
modernização e de seriedade, por exemplo na Caixa Geral de Depósitos.
É extraordinário que numa altura tão difícil como aquela em que governámos, a que os senhores chamam
«a direita que impõe tudo e mais alguma coisa, que defende todos os interesses», não tenhamos passado
vergonhas como a que passamos agora em relação à Caixa Geral de Depósitos.
Aplausos do CDS-PP.