9 DE FEVEREIRO DE 2017
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O Sr. Carlos César (PS): — Não há duas verdades opostas sobre a evolução de alguns indicadores que
possam ser servidas consoante se é favorável ao Governo ou se é da oposição.
A propósito dos juros da dívida pública, a oposição invoca a política económica do Governo. Os resultados
dessa política económica são outros e, se os juros variassem exclusivamente em função das políticas
económicas do Governo português, já teriam, há muito, baixado significativamente.
Aplausos do PS.
A verdade é que a economia cresce, em 2016, quase três vezes mais que no final de 2015.
O Sr. João Galamba (PS): — É verdade, é!
A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Cresce mesmo?!
O Sr. Carlos César (PS): — A verdade é que Portugal tem o maior PIB per capita de sempre.
A verdade é que o défice é inferior a 2,3% do PIB.
Protestos do Deputado do PSD António Topa.
A verdade também é que as exportações, em termos reais como em termos nominais, cresceram
significativamente e em 2017, de acordo com o INE (Instituto Nacional de Estatística), crescerão ainda mais.
A verdade é que os últimos dados, de janeiro a setembro de 2016, mostram que o investimento das empresas
atingiu o maior valor dos últimos cinco anos.
A verdade é que, há quase 17 anos, os consumidores portugueses não estavam tão otimistas e tão
confiantes.
A verdade é que, apesar do excessivo endividamento privado, a percentagem de famílias com crédito vencido
atingiu, em dezembro, o valor mais baixo dos últimos sete anos…
Protestos do CDS-PP.
… e a percentagem de empresas com crédito vencido baixou em dezembro, atingindo o valor mais baixo dos
últimos quatro anos.
O rácio do crédito vencido subiu, com o Governo do PSD e do CDS, 47% nas famílias e subiu, no caso das
empresas, 182%. Essa é uma diferença que importa reter!
Aplausos do PS.
A verdade é que a dívida pública diminuiu — a dívida pública direta, como foi mencionada —, a dívida bruta
aumentou por causa da capitalização bancária e foi no tempo do Governo PSD/CDS que a dívida mais subiu…
A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Desceu, Sr. Deputado! Subiu no tempo de Sócrates! Connosco
desceu!
O Sr. Carlos César (PS): — … não por causa das dívidas encapotadas do setor público empresarial, porque
já tinham sido introduzidas na dívida anterior todos os efeitos desse acréscimo de dívida por parte do Banco de
Portugal. Foi durante os Governos do PSD e do CDS que a dívida mais subiu e não no exercício do Governo do
Partido Socialista.
Aplausos do PS.
Protestos do PSD e do CDS-PP.