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27 DE NOVEMBRO DE 2015 93______________________________________________________________________________________________________________

O colapso sentido no acesso às urgências é a marca mais dramática do atual governo. Urge

recuperar o funcionamento dos hospitais intervindo a montante, através da criação de mais

unidades de saúde familiares e a jusante, na execução do plano de desenvolvimento de

cuidados continuados a idosos e a cidadãos em situação de dependência. É fundamental

relançar a reforma dos cuidados de saúde primários e dos cuidados continuados integrados

ao mesmo tempo que se deverá concretizar uma reforma hospitalar que aposte no

relançamento do SNS.

Temos que integrar as prestações de saúde com as da Segurança Social, tanto a nível local

como a nível regional e central. Sendo horizontais as determinantes da má saúde e cada vez

mais agudas as necessidades de apoio coordenado ao cidadão idoso e com dependência,

não deve perpetuar-se a atual verticalização estanque dos dois principais instrumentos do

Estado Social.

Promover a saúde através de uma nova ambição para a Saúde Pública

Para obter ganhos em saúde tem de se intervir nos vários determinantes de forma sistémica,

sistemática e integrada. Devem salientar-se como fundamentais as políticas de combate à

pobreza, das condições de habitação, do emprego e do trabalho, da alimentação, transportes,

urbanismo e espaços de lazer. A articulação da saúde com a ação social e a educação, em que «a

saúde em todas as políticas» deverá ser uma estratégia de referência, permitirá alavancar e criar a

estrutura de suporte à sustentabilidade da ação política.

O Governo valorizará a Saúde Pública enquanto área de intervenção, para a boa gestão dos

sistemas de alerta e de resposta atempada dos serviços, o diagnóstico de situações

problemáticas e a elaboração, com a comunidade, de planos estratégicos de ação,

assegurando que os perfis e planos locais de saúde são construídos de forma a potenciar os

recursos, valorizando as pessoas. Destacam-se as seguintes medidas:

• Criação de um Programa Nacional de Educação para a Saúde, Literacia e

Autocuidados, preparando e apoiando prestadores informais em cuidados

domiciliários, prevenindo a diabetes, obesidade, promovendo a saúde mental e o

envelhecimento saudável bem como a utilização racional e segura do medicamento;

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