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13 DE OUTUBRO DE 2017

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diversificados promovendo a coresponsabilidade institucional;

 Promover a atratividade de Portugal para reter e atrair talentos, garantindo padrões internacionais e

promovendo a contratação de jovens investigadores nas instituições científicas e académicas.

A responsabilização social e aproximação crescentes do sistema científico e tecnológico nacional à

sociedade serão promovidas, nomeadamente através da articulação entre diversos atores governamentais e

não-governamentais de forma a conjugar a capacidade e interesse da comunidade científica com as

necessidades dos cidadãos, de empresas e de organizações civis, do apoio à difusão da cultura científica e

tecnológica, através do apoio à Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica,

incluindo o apoio a “Clubes de Ciência” nas escolas e da promoção da rede nacional de centros de difusão de

ciência, estimulando a participação pública na definição de agendas científicas e do estímulo ao reforço da

responsabilidade cultural e patrimonial e promovendo a preservação e valorização sistemática do património

científico e tecnológico nacional.

Renovar as Atividades Existentes Através da Inovação e da Melhoria das Capacidades de Gestão

Uma das prioridades críticas para uma efetiva estratégia de crescimento do produto potencial da economia

portuguesa centra-se na retoma e no reforço do Investimento em I&D e na Inovação, acrescentando valor à

produção e possibilitando a necessária adaptação à rapidez da mudança e novas exigências de mercados e

consumidores.

O Governo lançou, no início de 2017, o Programa Indústria 4.0 para apoiar as empresas no sentido de

estarem preparadas para aproveitar as oportunidades de negócio no âmbito da Quarta Revolução Industrial,

que se carateriza pela introdução de um conjunto de tecnologias digitais nos processos de produção, na relação

com os fornecedores e com os clientes e nos produtos produzidos. Atuando sobre a capacitação dos recursos

humanos, a cooperação tecnológica, a criação da startup i4.0, o apoio ao investimento, a internacionalização e

a adaptação legal e normativa, destacam-se as seguintes medidas: (i) Mobilização de medidas do Portugal 2020

para a consciencialização, adoção e massificação de tecnologias associadas ao conceito de Indústria 4.0; (ii)

Programa de Competências Digitais INCoDe.2030 (ver capítulo Qualificação dos Portugueses) para promover

o lançamento da iniciativa que permitirá capacitar, até 2020, mais de 20 mil pessoas em TIC face aos atuais

níveis de formação; (iii) Cursos Técnicos i4.0, através da revisão da carteira de cursos profissionais técnicos em

linha com a procura de novas competências por parte das empresas, no âmbito da digitalização da economia;

(iv) Learning Factories, através da promoção e apoio na criação de infraestruturas físicas com equipamento

tecnológico que recriem ambientes empresariais i4.0, com vista à capacitação do capital humano; (v) Apoio a

diversas formas de cooperação entre empresas e entidades do sistema científico (laboratórios de fabrico aditivo,

incubadoras) para desenvolvimento de novas formas de projeto e fabrico. Portugal faz já parte da plataforma

europeia i4.0, encontrando-se no grupo de 12 países que tem uma estratégia para indústria 4.0. Foi também

lançado, em agosto de 2017, o Vale Indústria 4.0 que tem como objetivo promover a definição de uma estratégia

tecnológica própria, com vista à melhoria da competitividade das empresas, alinhada com os princípios da

Indústria 4.0, tendo-se iniciado a focalização dos apoios a empresas no âmbito do Portugal 2020 com estratégias

alinhadas com a Indústria 4.0 (através da sua ponderação nos critérios de seleção), tendência que será

desenvolvida em 2018.

O desenvolvimento do plano de ação para a Indústria 4.0 assenta necessariamente em redes digitais

modernas e adequadas a uma economia fortemente dependente da internet. O Governo acompanhará,

avaliando as condições necessárias, o desenvolvimento de um programa de investimento privado na extensão

das redes digitais até 2020, incluindo nas redes móveis de última geração, cuja cobertura se pretende alargar a

mais 1000 freguesias até 2019, no âmbito da renovação das licenças móveis. Ainda com o objetivo de reforçar

a economia digital, serão implementados mecanismos de apoio direto às PME para adequação dos seus

modelos de negócio com vista à sua inserção na economia digital, permitindo implementar processos

crescentemente desmaterializados com clientes e fornecedores, através da utilização das Tecnologias de

Informação e Comunicação (TIC), contribuindo para o desenvolvimento de redes mais modernas de distribuição

e colocação de bens e serviços no mercado.

Até 2019, será implementada uma nova Estratégia do Design em Portugal para reforço da política pública de

introdução do design e da arte na indústria, essencial à promoção e desenvolvimento do potencial criador quer

em empresas existentes, quer no apoio de novos empreendedores e de novas ofertas no mercado.