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16 DE DEZEMBRO DE 2019

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 Criar e adaptar os fundos e linhas de apoio à tipologia e à diversidade de projetos no âmbito da i4.0,

para incentivar o aumento de escala e a transformação digital;

 Implementar planos de formação setoriais que permitam dotar os quadros de gestão e técnicos das

PME com as competências necessárias para a i4.0;

 Disponibilizar mecanismos de formação orientados para as necessidades específicas e em formatos

compatíveis com a articulação do dia-a-dia das PME (Learning Factories);

 Promover o autodiagnóstico da maturidade digital e suportar a definição de roteiros para a

transformação i4.0;

 Suportar a integração do investimento tecnológico, capacitar as organizações e facilitar a transformação

organizacional (Coaching i4.0);

 Partilhar e disseminar o conhecimento gerado por experimentação e implementação de tecnologias e

práticas no âmbito da i4.0 (Experience i4.0);

 Desenvolver uma rede nacional equilibrada e colaborativa de Digital Innovation Hubs;

 Desenvolver uma infraestrutura de suporte aos desafios da cibersegurança, assegurando a adequada

gestão de risco e inovação.

Simplificar o racional e o financiamento do digital.

Em matéria de política pública nacional, o digital é um tema prioritário e politicamente consensual na

Estratégia Portugal 2030 conforme divulgado na «Posição preliminar de Portugal sobre o próximo Quadro

Financeiro Plurianual da União Europeia». De destacar também o alinhamento de prioridades digitais

nacionais com as europeias. O racional de política no digital é duplo: por um lado, preencher o gap entre os

bons resultados de investigação na área e o nível de exploração económica desses resultados mais reduzido

quando comparado com outras potências mundiais; por outro lado, capacitar a Europa em competências

digitais avançadas. No Quadro 2021-27, o Governo propõe novas ambições de participação nos seguintes

programas relativos ao Digital, como as seguintes:

 Programa Europa Digital: programa temático novo, com dotação orçamental estimada de 9,2 mil M€

para apoio em competências digitais avançadas (Inteligência Artificial, supercomputadores, cibersegurança,

competências digitais e uso generalizado de tecnologias digitais);

 Programa Horizonte Europa: programa de Investigação & Inovação, que sucede ao Horizonte 2020, e

que contempla um reforço significativo de verbas com dotação orçamental estimada de 97,6 mil M€;

 Connecting Europe Facility: programa que apoia o investimento em infraestruturas e projetos

transnacionais no digital, transportes e energia. Numa dotação total estimada de 42,3 mil M€, contempla apoio

estimado de €3 mil milhões para redes de banda larga, redes 5G e Wifi;

 InvestEU: programa de atribuição de garantias, que sucede ao plano Juncker: numa dotação total

estimada de 47,5 mil M€, contempla uma área de «Investigação, inovação e digitalização» com dotação de 11,

25 mil M€.

Internacionalizar a economia portuguesa e aumentar as exportações usando recursos digitais.

A digitalização da economia representa um fenómeno em crescendo, que tenderá a desenvolver-se em

torno de processos de aglomeração que, beneficiando de uma cobertura praticamente global, vão permitir

agregar mercados e consumidores. Acresce que a larga fatia do valor acrescentado nas exportações encontra-

se nas denominadas cadeias de valor globais operadas entre empresas, sendo aqui que Portugal pode

encontrar maiores vantagens competitivas. Para tal, o Governo irá:

 Estimular a internacionalização das empresas portuguesas mediante a criação de programas de

investimento e de linhas de apoio à internacionalização e dinamização dos instrumentos existentes;

 Aproximar as grandes empresas com larga experiência no processo de internacionalização,

incentivando o uso de tecnologia e de produtos desenvolvidos por pequenas empresas portuguesas

especializadas no seu processo de abordagem a mercados internacionais;