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8. CONCLUSÃO

O pensador mais criativo, o legislador mais previdente, o governante mais avisado, jamais

seriam capazes de antever os tempos estranhos e difíceis que se vivem. Os Portugueses foram

chamados, e sê-lo-ão ainda por um período incerto, a fazer sacrifícios em nome da saúde de

todos. O perigo é oculto, mas vislumbra-se em tabelas, gráficos e estatísticas; é invisível, mas

as suas consequências são tristemente sentidas por aqueles que sofrem a doença, por aqueles

que não podem estar ao lado dos seus, por quem perde o emprego e fica sem rendimentos. O

perigo pode ser oculto, mas é bem visível pela ausência de tantos que sucumbiram à doença.

O estado de emergência, em vigor pela primeira vez ao abrigo da Constituição da República

Portuguesa de 1976, representou um desafio ímpar para toda a sociedade. Foi-o para os

cidadãos individuais; para os trabalhadores; para as empresas; para os serviços de saúde e de

socorro; para as forças e serviço de segurança; para o Governo e demais órgãos de soberania.

Perante tal desafio, foi fundamental a união gerada em torno da resposta nacional à pandemia,

refletida no consenso institucional entre Presidente da República, Assembleia da República e

Governo na declaração, e sucessivas renovações, do estado de emergência. Na Casa da

Democracia foi igualmente manifesta a solidariedade entre as forças políticas com

representação parlamentar, que, por esmagadora maioria e de forma loquaz, não hesitaram

em agir em defesa dos Portugueses. Os poucos que, no exercício da pluralidade democrática,

se posicionaram fora desta verdadeira comunhão de boas-vontades foram desmentidos pela

adesão dos Portugueses ao esforço coletivo.

O Governo baseou a sua estratégia de resposta à pandemia no conhecimento científico sobre

a doença, o qual foi evoluindo nos curtos meses desde que surgiram as primeiras notícias

sobre um vírus desconhecido. Adotou, com base na ciência, uma atitude preventiva que alguns

viram como demasiado gravosa perante um risco ainda reduzido. Os resultados alcançados

por Portugal, quando comparados com os de outros países, comprovam que as ações de

carácter preventivo surtiram efeito, mesmo que fossem impotentes para evitar a entrada do

vírus no país. A situação poderia ser bastante pior do que a atual caso o Governo não tivesse

tomado medidas que possibilitaram uma maior preparação para o impacto da pandemia. O

13 DE MAIO DE 2020______________________________________________________________________________________________________

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