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No ano de 2021, tiveram lugar várias operações que levaram ao aumento líquido do valor global das participações do Estado/DGTF, no montante de 2486,5 milhões de euros. Esta variação líquida deveu-se sobretudo a operações de aumento de capital social/estatutário em algumas empresas públicas.

No final do ano de 2021, integravam ainda o Setor Empresarial do Estado (SEE) 14 empresas em liquidação, refletindo o encerramento da liquidação de duas empresas (Macedo & Coelho, SGPS, S.A., e NET — Novas Empresas e Tecnologias, S.A.) e a entrada em liquidação de uma empresa(VianaPolis, Sociedade para o Desenvolvimento do Programa Polis em Viana do Castelo, S.A.).

Em 31 de dezembro de 2021, integravam ainda o SEE 13 fundos, dos quais quatro de capital de risco.

Após o ano de 2019, em que o conjunto das empresas públicas não financeiras (excluindo o setor da saúde) conseguiu atingir um resultado líquido positivo (168 milhões de euros)17, os dados provisórios de 2021 (tal como os de 2020) foram muito afetados pelos efeitos da pandemia, tendo voltado a verificar-se um agregado negativo, na ordem dos 304 milhões de euros.

Setor financeiro

Num contexto adverso, resultante de uma inesperada crise pandémica, que, desde o início de 2020, afetou sem precedentes o desempenho da atividade económica, não só nacional mas também mundial, importa assinalar o papel desempenhado pelas duas principais empresas públicas financeiras do SEE no apoio à resiliência da economia nacional.

Nesta missão e desígnio nacional de recuperação da atividade económica, destaca-se a criação, em finais de 2020, do Banco Português de Fomento, S.A., que apoiou, em 2021, cerca de 13 000 empresas portuguesas, através de financiamento com garantias públicas, no montante de cerca de 2 mil milhões de euros, de instrumentos de capitalização, no montante de 49,9 milhões de euros, e de instrumentos de dívida, no montante de 18,7 milhões de euros.

Do mesmo modo, assinala-se a resiliência do Grupo CGD num contexto ainda adverso para o setor bancário, mantendo o enfoque na melhoria da qualidade dos seus ativos. Com efeito, o Grupo CGD conseguiu, em 2021, reduzir o seu rácio de Non-Performing Loans (NPL) bruto para 2,8% (3,9%.em 2020). Esta redução, a par do reforço da cobertura por imparidades, incluindo colaterais afetos, para 135% (125,9% em 2020), permitiu reforçar a concessão de crédito para apoio às empresas e às famílias no âmbito, nomeadamente, das linhas de crédito com garantias públicas e moratórias.

Destaca-se ainda a conclusão do Plano Estratégico 2017-2020 da CGD, S.A., registando-se o cumprimento da generalidade dos compromissos assumidos perante as instituições comunitárias, materializando-se, desta forma, num reforço da confiança e da reputação do banco público junto dos seus stakeholders, o que foi reconhecido pelas agências de notação financeira como a Moody’s, que melhorou por duas vezes o rating da CGD, S.A., enquanto a Fitch reviu o outlook para positivo, com tendência para melhoria da atual notação.

Neste contexto, a CGD obteve um resultado líquido consolidado de 583 milhões de euros (acréscimo de 18,3% face a 2020), que se traduziu numa rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 7% (6,1%

17 Obtido por soma dos resultados líquidos das empresas, isto é, em dados não consolidados.

13 DE ABRIL DE 2022 ____________________________________________________________________________________________________________

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