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26 DE SETEMBRO DE 2024

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A taxa de variação homóloga do IPC total evidenciou uma acentuada subida ao longo de 2022, com maior

intensidade na primeira metade do ano.

No segundo semestre de 2022 a variação homóloga do IPC manteve-se elevada e acima da média do ano,

mas observou-se uma desaceleração dos preços nos últimos dois meses do ano. A variação média registada

no segundo semestre (9,5 %) foi superior à do primeiro (6,1 %).

Em dezembro de 2022, o IPC registou uma variação homóloga de 9,6 %, taxa inferior em 0,3 pontos

percentuais (p.p.) à observada em novembro.

Excluindo do IPC a energia e os bens alimentares não transformados, a variação homóloga foi 7,3 %

(7,2 % no mês anterior), taxa mais elevada desde dezembro de 1993. Em termos mensais, o IPC apresentou

uma variação de -0,3 % em dezembro (0,3 % no mês anterior e nula em dezembro de 2021).

O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação média de

8,1 % em 2022 (0,9 % no ano anterior). A taxa de variação homóloga situou-se em 9,8 % em dezembro, taxa

inferior em 0,4 p.p. à observada em novembro de 2022 e superior em 0,6 p.p. ao valor estimado pelo Eurostat

para a área do Euro (em novembro de 2022, esta diferença foi de 0,1 p.p.).

2 | Situação Financeira das Administrações Públicas

2.1 | Conta das Administrações Públicas

Em 2022, a conta das administrações públicas apresentou um saldo de -944,4 milhões de euros, resultado

de um aumento de 10,2 % da receita face a 2021, superior ao crescimento de 4,4 % da despesa.

A evolução da receita foi influenciada pela receita corrente (11,3 %), em particular pelo crescimento da

receita fiscal (16,6 %) e das contribuições sociais efetivas (10,2 %), como resultado da trajetória de retoma da

atividade económica desde 2021 e do dinamismo do mercado de trabalho.

A evolução da receita fiscal verificou-se quer nos impostos sobre o rendimento e o património (24,1 %) quer

nos impostos correntes sobre a produção e a importação (11,8 %).

A outra receita corrente (-20,3 %) refletiu a diminuição dos fundos europeus destinados ao financiamento

de medidas de mitigação dos efeitos da pandemia de COVID-19. O decréscimo da receita de capital (28,8 %)

foi influenciado essencialmente pelo efeito base de 2021 relacionado com a devolução pelo Fundo Europeu de

Estabilização Financeira (FEEF) da margem pré-paga pelo Estado português aquando do desembolso do

empréstimo no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) (1114,2 milhões de

euros), que mais do que compensou o efeito de um aumento dos fundos europeus, em particular associados

ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O crescimento de 4,4 % da despesa total resulta de um aumento de 3,5 % da despesa corrente, que