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II SÉRIE-B — NÚMERO 7

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4. O custo/ benefício e o financiamento da Alta Velocidade

Nos eixos Lisboa-Porto e Lisboa-Madrid estimava-se, em 2005, um investimento total de 7,7 mil milhões de

euros, valor esse revisto em baixa em 2007, para 7,1 mil milhões de euros, fruto de optimização de soluções

no projecto, com recurso a ferramentas de Value Engineering.

No troço Poceirão – Caia obteve-se um valor contratual, em 2010, da ordem dos 1.400 milhões de euros,

inferior ao estimado em 2007.

Com a redução de custos nos eixos atrás referidos, a solução de financiamento do investimento foi

igualmente revista, passando o esforço do Estado de 40% para 37% do valor total de investimento, sendo 18

% do projecto financiado por Fundos Comunitários e 45% pelas receitas geradas pelo próprio projecto – cash

flow de exploração.

No caso da PPP1, troço Poceirão – Caia, o financiamento seria assegurado conforme se indica.

O modelo de negócio adoptado para a Alta Velocidade e o forte apoio da União Europeia permitiriam a

suavização dos encargos do Estado Português no financiamento do projecto nacional. Do esforço de

investimento do Estado, sensivelmente metade seria exigido durante a fase de construção e o restante na fase

de exploração. Esta ligação deveria gerar receitas suficientes para cobrir a sua exploração, existindo libertação

de cash flow para amortizar o investimento.

A TIR sócio-económica obtida na análise custo-benefício efectuada para a RAVE era de 5,75% para o eixo

Lisboa – Madrid (com 20, 47% para a TTT).

No eixo Lisboa – Madrid, a avaliação sócio-económica demonstra que os benefícios (receitas tarifárias,

poupança de tempo, redução de acidentes, economias de custo de operação de outros modos de transporte,

melhoria da qualidade do ar e criação de emprego) superariam os custos de investimento e de exploração a

partir do primeiro ano de entrada em serviço e atingiriam cerca de 370 milhões de euros de saldo positivo em

2040.