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12 | II Série C - Número: 010 | 4 de Novembro de 2006

Resumidamente, convirá reter que a Hydro-Québec fornece energia eléctrica a 3,7 milhões de clientes, individuais ou colectivos.
As fontes energéticas do Québec são:

53 Centros de produção Hidro-eléctricos, produzindo 32 227 MW.
1 Central Nuclear, produzindo 675 MW.
4 Centrais Térmicas, produzindo 1470 MW.
1 Central Eólica, produzindo 2 MW.

No Québec não existe a possibilidade de pequenos produtores independentes poderem vender energia à rede, e a energia eólica tem-se defrontado, até agora, com o problema das baixas temperaturas, e a central nuclear poderá mesmo a vir a ser desmontada em 2012.
A política energética do Québec desenvolve-se de acordo com três eixos principais:

— A eficácia energética; — A hidro-electricidade e a energia eólica; — A inovação tecnológica.

O perfil dos consumidores de energia eléctrica no Québec é:

— Indústria — 50,43% — Habitações — 30,66% — Comércio — 18,74% — Transportes — 0,17%

No debate que se seguiu, fiz uma intervenção procurando indagar quais as razões pelas quais o Estado detém monopolisticamente a produção, o transporte e a distribuição da energia, e não privatiza, pelo menos o sector da distribuição, no pressuposto (pelos vistos errado, como se passa em Portugal) de que a privatização traz concorrência entre empresa, logo, custos mais baixos para os consumidores.
A resposta foi fulminante: o Québec tem a electricidade a preços imbatíveis, e não se privatiza uma empresa que, mesmo vendendo barato, gera enormes lucros e receitas para os cofres do Estado. Quando o Estado e os consumidores estão tão satisfeitos, ninguém coloca a questão da privatização.
Nos dias 26 e 27 de Outubro de 2006, a Comissão do Ambiente, da Agricultura e das Questões Territoriais reuniu, na cidade do Québec, na Assembleia Nacional desta província, onde foi recebida pelo respectivo Presidente, Sr. Michel Bissonnet.
No ponto da ordem de trabalhos, dedicado à discussão da Caça às Focas (relatório Nessa), participou uma delegação mista de parlamentares federais, provinciais e representantes das associações de caçadores de focas das ilhas da Madalena.
Fiz uma intervenção, começando por sublinhar que não só não era (ainda) vegetariano, como sou um grande apreciador de carne (como é de resto uma evidência pública), pelo que nada me move nesta questão da caça às focas, influenciado pelo «lobby» dos comedores de vegetais.
Mas não deixo de registar o facto de, quanto mais velho na idade, mais sensível me torno pela questão da morte e do sofrimento infligido aos animais. De resto, um sentimento crescentemente partilhado pela opinião pública europeia, que começa a preocupar-se com as condições como os animais, que também têm sentimentos, são tratados pela espécie humana.
Claro que toda a morte inflingida por acção do homem, pode ser contestável, desde a da caça como desporto, aos matadouros legais, e também é verdade que o que os caçadores e deputados das Ilhas da Madalena designam de «lobby» da imagem fazem é dramatizar a morte da foca-bébé, mas ninguém fala da galinha-bébé, nem da vaca-bébé, etc. Também nesta matéria há muita hipocrisia e muito aproveitamento político e promocional.
Mas eu, que não estou aqui catequizado pelas acções do Sr. Paul Macartney ou da Sr.ª Brigitte Bardot, devo dizer que sou sensível às questões da protecção da espécie e do sofrimento dos animais, e da crueldade exercida sobre animais, tendo em vista pura e simplesmente o espectáculo e o divertimento.
Não é por acaso que, mesmo em Portugal, esta questão suscita paixões e grandes discussões entre os defensores e os adversários da chamada «tourada», onde aliás, a parte que me agrada é aquela que opõe na arena os touros e os homens, a chamada «pega», por me parecer a mais justa.
Mas é na mistura entre o preservar ou não de certas tradições, face ao evoluir da civilização e da tomada de consciência de novos valores universais, as questões económicas da sobrevivência de uma determinada população nas Ilhas da Madalena para a qual a caça às focas, para vender as peles, a carne e os óleos representa um terço do seu rendimento anual, mas também o equilíbrio do eco-sistema, no qual existe esta espécie da «foca da Gronelândia», com cerca de 6 milhões de exemplares, que comem uma tonelada de