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27 DE OUTUBRO DE 2017

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Por fim, interveio o Presidente da Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu, David

McAllister, sublinhando que os desafios supra referidos, assim como, os das alterações climáticas devem ser

abordados de forma multilateral, considerando que a UE tem potencial para estar no pelotão da frente na sua

resolução. Referiu ser necessário, desenvolver uma nova forma de pensar a ação da UE, de dar resposta às

preocupações dos cidadãos, pelo que, a ideia deverá ser não transformar a Europa num continente fortaleza,

mas sim de solidariedade e com capacidades na área da Defesa.

9h45 - 10h45: Sessão I - A importância da Europa num contexto global

Iniciou a sessão a Presidente da República da Estónia, Kersti Kaljulaid, lembrando que a Europa é

importante porque tem uma grande relevância económica no mundo, mas também, pelos valores que perfila,

seja pela obrigação moral de ajuda aos refugiados, seja pela ajuda ao desenvolvimento.

Neste capítulo, relembrou as conclusões dos relatórios do Tribunal de Contas Europeu, dizendo que a Europa

tem de assumir responsabilidades sobre o dinheiro que gasta fora das suas fronteiras, no sentido de, procurar

uma maior eficiência, a qual passa pelo reforço dos direitos dos cidadãos e por uma maior cooperação com

o trabalho desenvolvido pelas Nações Unidas. Deixou também uma nota positiva, referindo que a Europa

desenvolve um trabalho muito relevante na ajuda ao desenvolvimento mas não tem feito uma boa divulgação

do mesmo, nem tem conseguido desenvolver uma estratégia unívoca.

Referiu que a democracia é uma construção demorada, sendo necessário tornar a linguagem mais clara

para os cidadãos, pondo de lado os acrónimos. A cooperação na área da Defesa tem percorrido um caminho

acidentado mas entende existir uma maior cooperação e unidade entre Estados-membros nesta matéria, do que

no âmbito da política externa, questionando-se a Presidente sobre o porquê.

O Vice-Presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Alexander Stubb, tomou a palavra, estatuindo

três pontos-chave na compreensão da importância da Europa no mundo. O primeiro diz respeito ao momento

pós II guerra mundial, caracterizado pela criação das organizações internacionais e da UE, a qual, foi criada

para alcançar quatro objetivos, a saber, a paz, a prosperidade, a estabilidade e a segurança. O segundo teve

lugar em 1989, o fim da guerra fria e a queda do regime soviético, demonstraram que o modelo de economia de

mercado era o único modelo económico bem-sucedido. O terceiro é constituído pelo Brexit e a eleição de Donald

Trump para a presidência dos EUA.

Este terceiro momento deve ser interpretado como o fim da preponderância anglo-saxónica no palco mundial,

sendo que o Reino Unido está voluntariamente a marginalizar-se e a presidência Trump defende o isolamento

dos EUA. Nessa medida, a questão que se coloca é: quem deverá preencher este vazio? A China preencherá

este vazio na parte económica, a Rússia na parte militar e a Europa? A resposta da Europa deverá ser: 1)

defender os valores tradicionais, tais como, os direitos humanos, os direitos fundamentais, a democracia e a

economia de mercado, tanto na palavra, como na ação, de forma a, não dar espaço ao crescimento dos

populismos; 2) ter um papel forte na economia global, na prossecução do livre comércio e no estabelecimento

de acordos internacionais; 3) desenvolver a Defesa e a segurança da UE, pela complementariedade e

cooperação. Este é o caminho. No Debate que se seguiu intervieram vários participantes, destacando-se, as

duas questões colocadas pela Sr.ª Deputada Ana Gomes (Parlamento Europeu), procurando saber se, com a

saída do Reino Unido da UE, não será este o momento de a UE ter um assento no Conselho de Segurança das

Nações Unidas e sobre quais as medidas que devem ser tomadas na reforma económica e política a efetuar na

UE.

O Sr. Deputado Paulo Pisco (PS, CNECP) usou da palavra para sublinhar que a importância da Europa

num contexto global é uma questão que deve ser mantida viva. Nessa medida e tendo em conta, a crise das

dívidas soberanas, a consequências da descrença dos cidadãos no projeto europeu e o Brexit, e o facto de

atravessarmos um momento de maior tranquilidade, quais deverão ser as lições a retirar da crise das dívidas

soberanas.