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II SÉRIE-D — NÚMERO 3

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A resposta dos Oradores à questão colocada pelo Sr. Deputado foi a seguinte:

Kersti Kaljulaid – após a crise das dívidas soberanas, a UE reforçou a componente da integração, de forma

a, responder a esse desafio. No âmbito da da Política Externa e de Defesa a UE está a responder à estratégia

da Rússia mantendo-se unida.

Alexander Stubb - a crise do euro é um exemplo de uma crise silenciosa para a qual foram encontradas

soluções. A liderança global não deve ser apenas vista pelo prisma da despesa com Defesa mas sim pelo prisma

do respeito que o mundo tem por essa liderança. Concorda com a visão de que a estratégia da Rússia é criar a

desunião no seio da UE, uma vez que, não existe uma liderança clara dos EUA neste momento.

11h15 - 12h45: Sessão II - Fortalecer o papel da UE nas relações transatlânticas e com o Ocidente

Teve início com uma intervenção, previamente gravada em vídeo, do Presidente da Comissão de Negócios

Estrangeiros da Câmara dos Representante do Congresso dos EUA, Ed Royce, na qual referiu, existirem alguns

contratempos nas relações entre a UE e os EUA mas a UE, continua como há 30 anos atrás, a ser importante

para os EUA. Tal é assim, uma vez que, o grande objetivo dos EUA é que continue a existir uma Europa em

paz e próspera, pelo que, é fundamental dar continuidade às negociações do Acordo de Parceria

Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), sendo esta a posição do Congresso. A Presidência estónia

do Conselho da União Europeia terá um papel importante para a continuidade dessas negociações porque é um

país que defende o livre comércio. Considera também que, apesar de as tarifas existentes, no âmbito do

comércio internacional entre UE e os EUA, já serem baixas, a concretização do TTIP terá uma enorme

impacto na intensificação das trocas comerciais entre ambos, uma vez que, já representam 30 por cento do

comércio mundial.

No que diz respeito à questão da segurança, a posição dos EUA é dar continuidade à aprovação de sanções

contra a Rússia e, como tal, ao apoio da posição da UE nesta matéria, sobretudo no seu direcionamento contra

Vladimir Putin, porque se trata do homem mais rico da Rússia. O objetivo deve ser fazer entender àqueles que

ocupam o poder na Rússia, que as suas ações serão penalizadas. No entanto, devem existir trade offs, porque

é importante manter a Rússia na mesa das negociações.

Os EUA também mantêm o apoio à UE, no que respeita, à defesa dos valores da liberdade e dos direitos

humanos, assim como, a necessidade de existirem meios de comunicação livres que produzam informação

gratuita, objetiva e fiável.

Tomou a palavra o Membro sénior e não-residente do Conselho Atlântico do Centro Internacional de

Segurança Internacional Brent Scowcroft, Robert Nurick,referindo que a presidência Trump deve ser motivo

de preocupação mas não de pânico, considera que, no que diz respeito à NATO, houve uma evolução positiva

na visão que o Presidente dos EUA tem sobre esta organização. Por outro lado, como existe um consenso

entre os partidos republicano e democrata no Congresso, tal permite exercer alguma pressão sobre a posição

do Presidente. No que respeita ao burden sharing no financiamento da NATO, o Presidente decidiu delegar

este assunto pelo que a questão está bem encaminhada. Já no que diz respeito ao burden sharing e à regra

dos dois por cento, essa questão considera ser mais preocupante, pelo que é importante os aliados concertem

posições sobre a forma como deverá ser aplicada.

Está mais pessimista sobre a situação da Geórgia e da Ucrânia, uma vez que, apesar de existir um consenso

generalizado no Congresso e na Presidência Trump sobre a posição a adotar, não sabe de que forma é que ela

poderá ser concretizada. No que diz respeito à Ucrânia, é necessário que seja criado um compromisso político

interno e haver melhoria das condições económicas, de forma a, fortalecer a sua posição estratégica face à

Rússia. Já no que respeita à Rússia, não existe um consenso nos EUA sobre como deverá ser estabelecido o

diálogo, quais deverão ser as prioridades a adotar e quais deverão ser as condições a impor.